Diz que é uma espécie de BLOGUE DE NOTAS do BarreiroSentir o jornalismo como quem escreve um romance diário

Por Jornal Rostos
Fazer jornalismo é, na verdade, quotidianamente sentir as palavras por dentro dos acontecimentos.
Todos os dias nós construímos a realidade, ou temos a ideia que construímos a realidade.
Hoje dei comigo a pensar que, dentro de um mês, este projecto jornalístico vai assinalar o seu 8º aniversário.
Por aqui já passaram vários jovens trazendo dentro de si, no coração, o sonho de abraçar uma profissão. Alguns, foi, na verdade, aqui que obtiveram a sua Carteira Profissional de Jornalistas.
Quando olho para trás, neste tempo tão curto e tão distante, sinto uma enorme pena de não terem continuado a manter-se como activos deste projecto, no entanto, sei, que todos eles guardam a experiência vivida no “Rostos” como algo que nunca vão esquecer nas suas vidas.
Enfim, é vida.
Sinto que ainda há um grande caminho a desbravar e que são muitos os obstáculos a superar para que, um dia, este projecto se afirme como um pequeno “nicho empresarial” com pernas para andar por si próprio com uma equipa sólida e empenhada nas suas vivências diárias.
É, por exemplo, uma enorme alegria sentir que, actualmente, a nossa edição digital conta com mais de 80 mil visitas únicas mensais.
É uma enorme satisfação sabermos que somos, na realidade, a edição on line, na região de Setúbal com maior índice de leitura, sendo o melhor posicionado no ranking nacional, dentro dos 5000 sites mais lidos em Portugal, e, que nos situamos num plano de visitas que pode ser equiparado a alguns títulos de projecção nacional.
Hoje, que dedico a minha vida em pleno ao jornalismo, ao «fazer jornalismo», sinto uma enorme alegria quotidiana neste partilhar emoções e vibrar com as notícias.
Sinto os dias como quem vive, cada instante, neste ser «cidadão jornalista» e sentir que há, diariamente, milhares – sim milhares de pessoas – que partilham o “Rostos” on line.
Sinto uma enorme satisfação quando, do lado de lá, nesta margem dos dias, que vamos construindo, registo afectos não para o “Rostos” em particular, mas, para os “rostos que nós damos à cidade”.
E, neste mundo marcado pela comunicação digital, ao nível regional, ainda há um grande caminho a percorrer, de forma que muitos deixem de pensar no jornalismo on line como “um parente pobre” e, de facto, sejam capazes de perceber a influência e a projecção desta dimensão comunicacional.
Cada vez mais, nesta margem dos dias, sinto que em tudo o que faço, que na realidade, a escrita está presente.
Não sei porquê, talvez porque está um dia de chuva e o sol teimou em esconder-se, hoje, deu-me para aqui e escrever sobre um aniversário que se aproxima, partilhando com os leitores do “Rostos” estes sentimentos de voar sobre os dias, viajar pelos dias e sentir o jornalismo como quem escreve um romance diário onde, afinal, os protagonistas somos todos nós, aqueles que aqui escrevem, aqueles que nos visitam…neste fazer cidadania.
Sentimos que, afinal, nestas páginas ficam muitas memórias que vamos registando, as “estórias” do quotidiano que vamos escrevendo.
É isto o que sinto como um jornalismo vivo, activo, que faz notícia e se sente na cumplicidade e na solidariedade do fazer cidade e cidadania.
Um abraço a todos…
António Sousa Pereira













