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Inferências

InferênciasLiberdade continua a ser um «motor das nossas vidas»!
Por António Sousa Pereira
BARREIRO

Abril está a chegar…e, apesar de tudo, acredito que a Liberdade continua a ser um «motor das nossas vidas»!
E, sem dúvida os partidos fonte da vida democrática têm ser capazes de se reencontrar, com os valores e princípios, colocando acima da luta da conquista do poder pelo poder, a luta pela afirmação de diferenças e de uma cultura com base em ideias - ideologia precisa-se!

Tudo o resto são erros de percurso e aprendizagem…só errando aprendemos!

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Inferências Liberdade continua a ser um «motor das nossas vidas»! Por António Sousa Pereira BARREIRO

Por Jornal Rostos

Em breve nota editada, hoje, no jornal «Público» é referido que Pinto Monteiro considera que a mistura entre justiça e politica é “um vício” com 30 anos em Portugal.
“A mistura da justiça com a política é péssima para ambos” – disse o Procurador-Geral da República.
Pinto Monteiro, salienta o «Público» recusa a “contaminação política”, mas admite uma “proximidade grande” que seria de evitar.
Estou plenamente de acordo com Pinto Monteiro.
Mas, tenho uma grande dúvida, de ordem temporal.
Não sei se este «vicio» conta apenas com 30 anos.
Tenho cá por mim a ideia que é um «vicio» mais antigo.
É talvez uma «herança» de «velhos tempos» que ainda, de facto, deles, não conseguimos fazer a catarse.
Há coisas que mudámos. Há coisas que ficaram e «usam-se» quando é conveniente.
É uma aprendizagem que vamos fazendo.
Nem sempre é fácil desfazermo-nos de «velhas heranças» - é tudo uma questão de cultura, num país, onde o «Estado», foi, é, e continuará a ser nos próximos anos - «O Soberano».

Outra «herança» é a chamada «Lei da Rolha».
Este é um reflexo directo de uma cultura que nos habitou a pensar a «preto e branco».
O tal «quem não é por nós, está contra nós» - que moldou fascistas e antifascistas, democratas e revolucionários.
A disciplina do partido, que muitos confundem com «pensamento único» - o programa, o estatuto, a unidade!
Uma marca cultural de um tempo de resistência e combate pela liberdade.
Pelos vistos, segundo o «Público», o Bloco de Esquerda, é o único partido que determina que as sanções previstas nos seus estatutos – “não são aplicáveis por motivo de diferenças de opinião política no movimento”.
Todos os outros, mesmo quando garantem a “liberdade de critica e opinião”, apontam sanções com caminhos de expulsão, quando “há desrespeito aos princípios programáticos” (PS) ou que “afectem gravemente a vida e os princípios do partido” (PCP).
O PSD é o que sabemos…agora aponta os “sessenta dias” de «silêncio».
Um silêncio, que faz lembrar a tal ideia de suspensão, no país, da democracia por seis meses.
Enfim, verdadeiros tiros nos pés.

O certo, é que todos temos muito, ainda, que aprender.
Mas, na verdade, tudo isto é muito, mesmo muito, complicado, num país de «Estado Soberano» onde, sem dúvida, os partidos são a sua raiz e, nem sempre – todos sabemos e calamos - infelizmente, o melhor exemplo de «cultura democrática».
Mas cá vamos, aprendendo e, com audácia, construindo este sistema democrático, definido por Tocqueville como – “o sistema politico que irá conquistar o mundo inteiro”.
Abril está a chegar…e, apesar de tudo, acredito que a Liberdade continua a ser um «motor das nossas vidas»!
E, sem dúvida os partidos fonte da vida democrática têm ser capazes de se reencontrar, com os valores e princípios, colocando acima da luta da conquista do poder pelo poder, a luta pela afirmação de diferenças e de uma cultura com base em ideias - ideologia precisa-se!
Tudo o resto são erros de percurso e aprendizagem…só errando aprendemos!

António Sousa Pereira

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