A Tertúlia da Transmontana - BARREIROEntre a descoberta dos culpados e a nova centralidade nacional no Poceirão
O pessoal considera que, por vezes, as dificuldades podem abrir as portas a oportunidades.
Alguém disse – “Como Portugal está no fundo do poço, o melhor seria passar a capital do país para o Poceirão!”
Registou-se uma grande concordância.

Por Jornal Rostos
Na Tertúlia da Transmontana, hoje, estiveram sobre a mesa diversos temas.
E, naturalmente, como não podia faltar, o tema da actualidade – a Ponte Barreiro/ Chelas – esteve no centro da conversa.
Sobre esta matéria uma primeira ideia que foi abordada, é que, efectivamente, este também é, como muitas outras matérias, um assunto que, não pode ser abordado sem a necessária procura dos culpados – os bons e os maus.
Houve quem referisse que a culpa de não termos já, há muitos anos, a «Travessia do Tejo», foi de António de Oliveira Salazar, pois, numa opção inadmissível optou por construir a Ponte Lisboa – Almada, menosprezando a importância de um «corredor central» que teria mais lógica na ligação das duas margens.
A opção de Salazar foi o primeiro golpe contra os interesses do Barreiro.
Mas, isto percebe-se até porque o Barreiro era uma terra de resistência e luta contra o regime.
Depois, outra reflexão incidiu sobre o segundo ataque ao Barreiro, que passou pela construção da Ponte entre Lisboa e Montijo.
Foi recordado que, na época existiam socialistas e comunistas, no Montijo, que defendiam a opção do governo social democrata. Estes eram os socialistas e comunistas maus, para o Barreiro.
Mas, no Barreiro, apenas os socialistas defendiam a opção Barreiro – Chelas. Eram os únicos bons que defendiam os interesses do Barreiro.
Referiu-se que, no Barreiro, os comunistas concordavam, mais com a opção do governo social democrata. Eram maus para o Barreiro, mas bons para o Montijo.
Por essa razão, na conversa verificou-se que existiam os socialistas do Barreiro, esses, eram os bons, porque eram aqueles que queriam o bem do Barreiro, defendendo a opção Barreiro-Chelas, e, também existiam socialistas maus, os do Montijo, porque defendiam a opção Lisboa – Montijo.
Quanto aos comunistas os maus eram os do Montijo, porque queriam a ponte de ligação com Montijo-Lisboa, mas, também, no Barreiro, os comunistas eram maus, porque não defenderam a ponte Barreiro-Chelas.
Os sociais democratas são culpados e maus – os do Barreiro e os do Montijo - porque levaram a ponte para o Montijo.
Os comunistas são culpados e maus porque deixaram ir a ponte para o Montijo.
Também há culpados socialistas, os do Montijo – estes os maus - que tudo fizeram para que a ponte fosse para o Montijo.
Quanto ao BE, conclui-se que não tem culpa nenhuma porque não existia.
Uma pergunta que foi, colocada, com veemência, foi ao independente Nuno Santa Clara Gomes – Onde é que você estava quando se discutiu a Ponte Barreiro-Chelas?
Em conclusão, verificou-se que, neste processo todo só há uns verdadeiramente bons – os socialistas do Barreiro.
E agora? Resta-nos esperar que a Ponte Barreiro- Chelas avance, porque, digam o que disserem, mais cedo ou mais tarde, ela terá que avançar…é só uma questão de tempo e dinheiro.
Quanto aos culpados do atraso sabemos que são – os socialistas do Montijo, os comunistas do Barreiro e do Montijo, os sociais democratas do Barreiro e do Montijo.
Os únicos que não têm culpa e sempre defenderam a Ponte Barreiro-Chelas foram os socialistas do Barreiro, numa visão de futuro, que, talvez, até, já tinha a consciência que o novo Aeroporto não ficaria na OTA, que o TGV passava por este lado.
Mas, os comunistas do Barreiro – os maus - que elaboraram o PDM, nesses idos anos 90, tomaram uma decisão contra a sua própria vontade, ou seja, não querendo a ponte, deixaram previstos no PDM os corredores respectivos, quer para a Ponte Barreiro-Chelas, quer para a Ponte Barreiro-Seixal.
É mesmo caso para dizer : como o Mundo mudou desde os anos 90!
Outra matéria que foi tema de debate foi o TGV.
Assim, foi referido, enquanto não avança a construção da ponte Barreiro- Chelas, se o TGV ficar pelo Poceirão, esta pode ser uma oportunidade para Portugal .
O pessoal considera que, por vezes, as dificuldades podem abrir as portas a oportunidades.
Alguém disse – “Como Portugal está no fundo do poço, o melhor seria passar a capital do país para o Poceirão!”
Registou-se uma grande concordância.
Salientou-se que esta seria uma oportunidade de modernizar Portugal, construindo de raiz uma nova cidade - a nossa Brasilia – ali, no território do Poceirão.
Uma cidade aberta ao mundo – aeroportuária - com a Plataforma Logistica, com o Aeroporto, com a proximidade dos portos de Lisboa, Setúbal e Sines.
Podia nascer uma grande e inovadora Cidade – Poceirão a capital de Portugal!
Esta proposta não foi votada, apenas foi admitida para discussão e aceite para que seja iniciado o processo de discussão pública.
Fica lançado o debate!
S.P.













