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Inferências

Nota do DiaPIDDAC no Distrito de Setúbal
O ridículo no concelho de Palmela

As guerras em torno do PIDDAC são habituais. Naturalmente os municípios a exigir o que consideram prioridade para os concelhos. O Governo a cortar. E, nas habituais discussões na Assembleia da República, os partidos com contradições, diferenciando-se naquilo que defendem as estruturas locais e aquilo que votam no Parlamento.
Esta é uma matéria que, anualmente, faz parte, do roteiro politico local, regional e nacional.
Este ano, a discussão, para além das habituais controvérsias está marcada por uma situação ridícula no concelho de Palmela : a única verba prevista em PIDDAC para aquele concelho é destinada ao «Palácio de Palmela», localizado em Lisboa.

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Nota do Dia PIDDAC no Distrito de Setúbal O ridículo no concelho de Palmela

Por Jornal Rostos

Mas, este ano, existe uma curiosidade, uma situação ridícula no concelho de Palmela, que o Executivo Regional do PCP, em recente comunicado que publicamos na íntegra no Rostos, refere como – “o caso do Concelho de Palmela atinge proporções ainda mais graves”
Sublinha o PCP de Setúbal que – “ Já não é a primeira vez que a falta de rigor do Governo no processo orçamental”.
Neste caso, para o PIDDAC de 2011, a situação atinge o ridículo – “com a inclusão do “Palácio Palmela” (localizado em Lisboa) no PIDDAC para o concelho de Palmela”
“Mas agora a situação seria caricata se não fosse tão grave: esse palácio junto ao Largo do Rato é o único investimento referido no PIDDAC para este concelho, que assim tem um investimento público de zero euros previsto para 2011” – sublinha O Executivo da Direcção Regional de Setúbal do PCP.
É de facto uma situação grave. É uma situação lamentável.
É uma situação que, só por si, é mais um daqueles sinais que são um exemplo, real, da forma como por vezes, ao longo dos anos, o Distrito de Setúbal é tratado pelo Poder Central.
Enfim, esperamos que um dia, quando Lisboa se estender para esta margem e a tal «cidade de duas margens» comece a ser uma realidade, então, outros olhares e outra forma de ver este «deserto» sem gente, sem Hospitais, que, como todos sabemos, sofreu na pele os efeitos da desindustrialização que afectou Portugal e o mundo, possamos, de novo, sentir o orgulho de voltar a ser um território que deixe de ser tratado com esta tão desplicente forma,agora, espelhada neste PIDDAC atribuído ao concelho de Palmela.

António Sousa Pereira

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