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Inferências

Nota do DiaGREVE GERAL – há mais Europa para além do deficit!

. GREVE GERAL, à partida, fica na história das lutas dos trabalhadores portugueses

Defender e valorizar o Movimento Sindical é defender e valorizar a democracia.
E, o nosso Movimento Sindical, hoje e aqui, ergue a sua voz na defesa da democracia, da Liberdade e, acima de tudo na defesa de uma EUROPA…com pessoas, de pessoas e não de números e de deficits!

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Nota do Dia GREVE GERAL – há mais Europa para além do deficit!

Por Jornal Rostos

As duas centrais sindicais referem que a GREVE GERAL contou com a adesão de 3 milhões de trabalhadores. O Governo contabiliza outros números.
Uns acham que a GREVE GERAL foi um sucesso. Outros acham que foi um fracasso.
Uma GREVE GERAL tem acima de tudo um cunho político. Portanto, é natural que as opiniões sobre a sua interpretação sejam diferenciadas. Vivemos em democracia.
Mas, façam as leituras que entenderem, uma coisa é real, esta GREVE GERAL, à partida, fica na história das lutas dos trabalhadores portugueses, pois, colocou lado a lado, no mesmo combate, na afirmação dos mesmos desígnios, e, na divulgação dos mesmos números as duas Centrais Sindicais e muitos sindicatos independentes.

Pelas mais diversas razões, todos que viveram no mundo do trabalho, sabem que, sempre há quem não participe numa Greve – por questões financeiras, por questões laborais, por medo de perder o emprego, por razões politicas, e, portanto, é óbvio que numa GREVE GERAL, como em qualquer outra Greve, haverá sempre esta luta de números e diferenças de avaliação.

Esta GREVE GERAL que uniu, na acção, o Movimento Sindical Português, foi, também, um teste à força e importância da sua expressão na defesa dos interesses dos trabalhadores portugueses.
Desvalorizar a GREVE GERAL só com a intencionalidade de defender o GOVERNO - como acontece com alguns, por vezes, sendo mais papistas que o Papa - sem dúvida, tal, apenas tem por objectivo achincalhar a dignidade de quem trabalha, de quem sente na pele os efeitos dos PEC’s.
Na verdade, o Governo e as suas políticas foi o principal alvo desta luta dos trabalhadores, e, são, certamente, muitos que apoiam este Governo que estiveram solidários com esta GREVE GERAL.

Porque, todos sabemos que as políticas impostas são fruto de outra realidade – as imposições europeias e dos países que dominam a Europa.
Expressar a indignação é um direito. Expressar a indignação é afirmar que não é este o caminho que a Europa deve seguir, submetendo-se aos jogos dos grupos financeiros e impondo a “cultura do deficit”.

Tem que haver mais Europa para além do deficit, talvez, por essa razão, o Governo, em consciência, até devia estar solidário com esta GREVE GERAL, porque sabe que as medidas que está a impor, a mando da Europa – certamente – vão contra o ideário do Partido que lhe dá razão política.

Esta GREVE GERAL que uniu o Movimento Sindical deve servir para reforçar a presença e a acção do Movimento Sindical no país.
Por isso, quero aqui afirmar que estive solidário com os trabalhadores em luta.
Quero sublinhar que o Movimento Sindical é necessário ao desenvolvimento da democracia e, na verdade, é essencial na defesa de valores e princípios, pelos quais muitas gerações combateram e cujo legado deve ser preservado.

Não me incomodou nada absolutamente nada que os Centros Comerciais estivessem cheios.
Não me interessam os números para nada.
O que registo, como facto histórico e importante para os trabalhadores portugueses foi esta realidade indesmentível – CGTP/IN e UGT – estiveram lado a lado escrevendo uma página de luta e esperança por um Portugal melhor.

Para aqueles que apostam em esvaziar o Movimento Sindical e esta luta, lembro-lhes uma velha história.
Calaram os sindicalistas – eu como não era sindicalista, não liguei…
Depois calaram os Católicos – eu como não era Católico não liguei…
Agora, calam os Partidos, e, eu, que sempre me calei, agora, verifico que já é tarde…

Defender e valorizar o Movimento Sindical é defender e valorizar a democracia.
E, o nosso Movimento Sindical, hoje e aqui, ergueu a sua voz na defesa da democracia, da Liberdade e, acima de tudo na defesa de uma EUROPA…com pessoas, de pessoas e não de números e de deficit´s!

António Sousa Pereira

Nota - Sou daqueles que acredita no projecto Europeu, que considero essencial para a o progresso da humanidade que a Europa se consolide, desenvolva e afirme como pilar central de uma cultura que ao longo de séculos marcou o desenvolvimento da humanidade - a "europeização" que precedeu a "globalização".

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