A(nota)mentosPEC–Porque Estamos Cansados
Por António Sousa Pereira
Um PEC, outro PEC e mais outro PEC, até que sejam, marcado o PEC final – PEC - Pedimos Eleições Claro!

Por Jornal Rostos
O Governo pode dizer que é necessário consolidar as contas públicas.
O Governo pode dizer que estas medidas são indispensáveis para colocar Portugal no bom caminho.
O Governo pode afirmar e reafirmar que é responsável.
O Governo pode dizer tudo o que entender, mas, de facto, PEC após PEC, nós todos estamos a ficar cansados.
Cansados porque não se abre uma porta à esperança.
Cansados porque o discurso é sempre igual, repetitivo, como quem considera que é melhor ir empurrando aos poucos e colocando todos contra a parede, em vez de, de uma vez por todas, dar aos portugueses uma dimensão real da situação do país.
Isto é esquizofrénico, num dia está tudo bem, no outro dia, afinal é preciso mais um PEC.
Este Governo não dá confiança a ninguém.
Este Governo é parte do problema e não é solução.
Este Governo não Governa cria factos políticos pré-eleitorais.
O novo PEC é mais uma jogada desta paranóia pré-eleitoral onde estamos todos envolvidos.
É por tudo isso que estamos cansados.
Um Governo que fala de defesa do Estado Social e congela pensões miseráveis de 200 euros, por três anos.
Isto são medidas cegas!
Isto é tudo uma esquizofrenia mediática.
Não se Governa, gere-se a agenda mediática.
PEC após PEC, devagarinho, para não doer, cá vamos todos aguentando, por imperativo da Europa.
Perante tudo isto, até sentimos saudades de Mário Soares e das medidas que foram tomadas por imposição do FMI.
Todos os dias acordamos com a sensação que um novo PEC está a ser gerado.
Um PEC, outro PEC e mais outro PEC, até que sejam, marcado o PEC final – PEC - Pedimos Eleições Claro!
Pronto marquem eleições. Arrumem a casa.
E depois, já sabemos, embora nos esperem novos PEC’s, que, de uma vez por todas, definam um PEC total, para que, ao menos, exista alguma esperança e todos sejamos capazes de fazer sacrifícios, mas, na verdade, conscientes, para onde vamos e que, afinal, pode existir uma luz ao fundo do túnel…
Por este caminho de ilusão, após ilusão, de PEC’s virtuais, após PEC’s virtuais, geridos por estratégia, sem ideologia e sem valores, apenas com uma visão economicista e eleitoralista, o que se gere é a agenda eleitoral, os jogos de poder…
O nosso Primeiro Ministro pode ser um verdadeiro politico, um estratega, um grande senhor de palavra, mas, para mim, hoje, quando ele fala, já perdi a confiança, não acredito em nada do que ele diz – porque um dia está tudo bem, no outro dia o mundo mudou…e a história repete-se.
Será que ele não percebe isso, ou será que não conhece aquela célebre frase: pode enganar-se uma pessoa na vida, pode enganar-se duas pessoas na vida, mas não pode enganar-se toda a gente a vida inteira…
É por tudo isto que PEC após PEC, tudo isto, nos faz sentir apenas o PEC - PORQUE ESTAMOS CANSADOS!
Marquem eleições! Basta!
Arrume-se a casa e, naturalmente, se Sócrates vencer de novo, o que não é um cenário improvável, então, ganha legitimidade, ficamos a saber que tem razão, e que é a sua estratégia que Portugal quer seguir: ou seja, este que nos tem sido imposto, de PEC, após PEC, até à vitória final, ou, então, num cenário de vitória de Passos Coelho, já sabemos, obviamente, que surgirá um novo PEC, talvez um PEC único, que ao menos acaba com esta esquizofrenia do PEC1,PEC2, PEC3, PEC4, e, depois, talvez, todos fiquemos a saber o que temos que aguentar.
Continuar nesta onda de pré-eleições de gerir a crise e os PEC’s a partir de tácticas e estratégias eleitoralistas, isto, de facto, é que não ajuda Portugal, nem ajuda a dar credibilidade à politica, nem aos políticos, nem dá confiança aos portugueses.
Basta!
Marquem eleições e arrumem a casa!
António Sousa Pereira













