A(nota)mentosAntónio Costa e a credibilidade da política
Esta decisão de António Costa merece nota positiva, pois, de facto, é uma opção que tem por base manter o respeito pelo compromisso assumido com os eleitores.

Por Jornal Rostos
António Costa, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, apontado como candidato à liderança do Partido Socialista, divulgou, ontem, que não vai avançar para a disputa do cargo de Secretário-Geral do PS.
“Penso que é o melhor contributo que posso dar para credibilizar a política” – terá afirmado António Costa, segundo refere o jornal «Sol».
Esta decisão de António Costa merece nota positiva, pois, de facto, é uma opção que tem por base manter o respeito pelo compromisso assumido com os eleitores.
António Costa com esta decisão dá credibilidade à política, e, também ao homem político, colocando acima dos interesses de partido os interesses da comunidade, e, naturalmente, o dever de cumprir para com aqueles que nele acreditaram e lhe deram o voto.
Num tempo em que é, cada vez mais, necessário e importante credibilizar a actividade política, esta atitude de António Costa é merecedora de todos os elogios, por dar força ao «sentido de missão» que deve ser a actividade política.
Mas, quero acrescentar, também, que com esta sua atitude António Costa não hipotecou o seu futuro político, e, na verdade, deixa em aberto um caminho promissor de homem de palavra e respeitador do eleitorado e dos cidadãos.
António Costa se aceitasse abandonar a Câmara para assumir o compromisso de «lutar» pela liderança do PS estava a dar um tiro nos pés, e, perdia como homem, como politico, e, mais uma vez, os cidadãos ficavam a pensar que, afinal, quando votam num candidato nunca se sabe quando ele volta as costas ao que prometeu na campanha eleitoral.
António Costa, é, pois, com este seu gesto, um exemplo de credibilidade política.
Na verdade, com a sua atitude também contribuiu para dar força ao seu partido, porque os partidos também são feitos da força e imagem pública dos seus militantes e dirigentes.
António Costa marcou pontos, e, demonstrou ser um politico com visão de futuro, e, simultaneamente, demonstrou que a actividade politica tem princípios que devem ser respeitados, e, naturalmente, é mais, muito mais, que «marketing».
António Sousa Pereira













