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Inferências

Carreira 7Barreiro a cidade-aldeia cosmopolita de reencontros

Este Barreiro permite, tantas vezes, esses reencontros. A nossa cidade–aldeia cosmopolita.
Ontem fui comer uns caracóis ao Restaurante «A Muralha», e, ali, reencontrei a minha AMIGA Célia, e, outra amiga – Graça, uma poetisa.

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Carreira 7 Barreiro a cidade-aldeia cosmopolita de reencontros

Por Jornal Rostos

Hoje, pela manhã, como é habitual aos domingos, fui buscar os meus jornais na Vitorius, ali, no espaço do Pingo Doce do Lavradio.
A D. Cacilda, deu-me uma novidade que eu próprio desconhecia, disse-me : “Recebi uma mensagem que os «Amigos do Rostos» no facebook vão ser eliminados”.
Disse-lhe : “Não sei de nada. Mas isso dos «Amigos do Rostos» não foi nada criado pelo jornal. Se vai acabar é porque os criadores decidiram extinguir”.
Não temos de facto qualquer conhecimento desse dito grupo de «Amigos do Rostos», nem se existe, ou, sequer se vai ser extinto.
Nós gostamos de ter amigos, leitores, e, de facto, são muitos os que nos acompanham diariamente. São esses os nossos amigos.
São esses, e, de facto, entre esses, muitos deles estão presentes no facebook que está na nossa página - http://www.facebook.com/jornalrostos -
Portanto, D. Cacilda, se recebeu uma mensagem deve ser de um Grupo de «Amigos do Rostos» que desconhecemos.
Nós, cá estamos, e, naturalmente, sabemos que contamos com a sua presença entre os nossos AMIGOS.

O Barreiro é este lugar onde sentimos que a amizade não é uma palavra vã, porque, a cada momento, encontramos alguém que faz parte das nossas vidas, alguém com quem partilhámos momentos, alegrias e tristezas.
A Amizade é algo que nós guardamos no coração.
A Amizade não é aquilo que nos une circunstancialmente numa colectividade, numa escola, numa empresa, num partido, num evento.
A Amizade é uma energia que nos une, por dentro dos nervos, e, da vida.
Nós sentimos a AMIZADE quando, por exemplo, estamos uns tempos sem comunicar com alguém com quem partilhámos os dias, e, de repente, num encontro causal, reencontramos esse alguém, então, sentimos a força da palavra AMIZADE com o sorriso que cresce no olhar.
Este Barreiro permite, tantas vezes, esses reencontros. A nossa cidade – aldeia cosmopolita.
Ontem fui comer uns caracóis ao Restaurante «A Muralha», e, ali, reencontrei a minha AMIGA Célia, e, outra amiga – Graça, uma poetisa.
A Célia tem uma voz de ouro, canta o fado de forma brilhante.
Partilhámos momentos lindos na vida. Brinco com ela com toda a naturalidade, e, nutro por ela uma AMIZADE e grande respeito.
A Célia é, de facto, uma grande Senhora que sempre enfrentou a vida de frente, e, na verdade, perante as situações mais «dolorosas», sempre manteve um sorriso no seu olhar…passando à frente a cantar!

Ontem, à tarde, li, com entusiasmo, a entrevista do Frei Bento Domingues, que foi editada na «Pública», de 24 de Julho.
Gostei de percorrer as páginas da sua vida. A resistência. Os sonhos. As opções. O amor. A entrega. A paixão.
E, registei, aquele seu comentário quando afirma:”Não somos, vamos sendo. A filosofia alentejana é a melhor do mundo, é um verbo:«ir sendo». E estamos sempre em transformação. As pessoas atordoam-se com ídolos, atordoam-se com realizações de nada, fixam-se, não viajam.
A vida é mística, e o místico é aquele que nunca pode parar porque o seu desejo é mesmo de infinito.
As pessoas chegam a determinada altura incorporam esse desejo e transformam o infinito numa porcaria. De serem ministro, de serem presidente. Não em estilo de serviço – isso acho bem a politica deve ser reabilitada. O que é que há de mais importante para nós? O que é que nos realiza mais?
As pessoas perdem-se. Idolatram coisas que não valem um corno, como dizem na minha terra, e pronto”.
Sim. Pronto, ficam estas palavras, de Frei Bento Domingues, como tema de reflexão – o pensamento do dia.

S.P.

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