Carreira 7Um dia de diálogos e por dentro do Barreiro

Por Jornal Rostos
Viver um dia de cada vez!
Ontem, encontrei o Paulo Pereira, ali no centro do Barreiro, lá vinha calmo e sereno de mais uma manhã de trabalho, cumprimentamo-nos e trocamos breves palavras.
Ele interrogou-me sobre a minha vida. Comentei que está a correr bem, pelo menos no que diz respeito ao facto de estar a fazer o que gosto e preencher os dias com muita intensidade.
E, de facto, é este o sentimento que tenho. Vivo os dias com entusiasmo, com grande emoção e dedicando-me a fazer coisas que gosto, quer a trabalhar, quer no lazer. Não sou muito exigente. Basta-me um livro, um jornal, um café, e, um lugar onde possa desfrutar a paisagem e os sons.
Depois, tenho sonhos, muitos sonhos, que, certamente irei concretizar para isso basta continuar a trabalhar e sonhar.
Não tenho ambições. A única ambição que me move é o prazer da vida. Sentir alegria de acordar todos os dias e viver, desta forma, fazendo o que gosto com alegria e muitas emoções.
Gosto de viver a vida partilhando os dias com os outros, por isso, sou um adepto da vida associativa, por paixão.
E, perante as dificuldades dos tempos que correm, apenas, fico com este sentimento interior que me conforta – Viver um dia de cada vez!
Espero manter sempre assim os dias activos
A Mónica Duarte, também, ali na Penalva, me interrogava quando é que eu ia parar a minha actividade. E, claro, respondi que nunca irei parar.
Mas, que é isso de parar, então ia abdicar de preencher os meus dias, de sentir os dias com conteúdo?
Naqueles dias que, por mera “preguiça” me afasto, um pouco, do “fazer o dia”, porque os dias têm que ser feitos, então, sinto o vazio. Isso, sim, é que me incomoda.
Espero manter sempre, assim, os dias activos, e, nunca optar por passar as tardes, ou as manhãs, sentado num café, ou encostado numa esquina, comentando o mundo e os acontecimentos dos dias que passam ao nosso lado.
A vida é para viver. Viver intensamente. É assim que procuro estar nos dias, até ao dia derradeiro, que nunca se sabe quando chega…
Estou nos dias, tal como diz a Magda Pais – "viver este dia como se fosse o último…"
E, de vez em quando, porque não, quando apetece, fazer, também, como dizia “o meu poeta”: ai que prazer não cumprir um dever!
Fiscais a part-time da coisa pública
Parece que estão longe, mas, já se sente o borbulhar – os candidatos, os candidatos anunciados, os candidatos a candidatos anunciados.
E, como, pelo que tudo indica, desta vez, mesmo sendo menos eleitos nas Câmaras, o executivo vai ser «monocolor»…a coisa só vai mesmo ser quente para os potencias candidatos à vitória.
Os outros, não elegendo vereadores, vão limitar-se a ser na Assembleia Municipal «fiscais» a part-time (no período pós laboral) da coisa pública.
Mas, já se sente o borbulhar da escolha dos potenciais candidatos, e, também, as agendas políticas locais e as estratégias já «mexem» em torno desse objectivo eleitoral.
A última Assembleia Municipal do Barreiro, com a discussão sobre o Arco Ribeirinho Sul, foi um exemplo claro dessa acção estratégica, com o PS a «contabilizar», empurrado pelo PCP/CDU, os dois unidos contra o PSD, e, por outro lado, o BE, encolhido, à espera de uma greta para dizer que está ali, atento, ao eventual surgimento dos “impérios imobiliários”.
Foi uma Assembleia muito interessante, sobre a qual muito se poderia escrever, mas, de facto não me apetece, apenas, digo que, no final dos trabalhos, senti que «a montanha pariu um rato».
E, coloquei a mim mesmo a pergunta: Afinal quem ganhou com esta AMB?
A resposta que encontrei foi que o vencedor foi o PS, galvanizando para si o protagonismo do Arco Ribeirinho Sul e o combate às políticas neo-liberais.
E por aqui me fico…
António Sousa Pereira













