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Inferências

Pedido audiência 1º Ministro sobre co-incineração na Arrábida SetúbalPerspectiva uma solução política para resolução do grave problema ambiental

“Não procurámos pois uma solução política arbitrária nem vamos sequer pedir qualquer favor ao Governo, mas sim reivindicar a adopção de uma solução ambientalmente correcta e que leve em consideração a saúde pública, ao contrário do que acontece com a co-incineração de resíduos perigosos que está a ser feita em cima da população de Souselas e às portas da cidade de Coimbra, ou em Pleno Parque Natural da Arrábida e a 4,5 Km do centro de Setúbal.” – sublinha Castanheira Barros, coordenador do Pedido audiência 1º Ministro, relativa ao processo de co-incineração, na Arrábida e Souselas.

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Pedido audiência 1º Ministro sobre co-incineração na Arrábida Setúbal Perspectiva uma solução política para resolução do grave problema ambiental

Por Jornal Rostos

Castanheira Barros refere que “Face às notícias hoje publicadas sobre o pedido de audiência ontem apresentado ao Primeiro Ministro e Ministra do Ambiente por 7 entidades : 4 Câmaras Municipais de Coimbra, Setúbal, Palmela e Sesimbra, por 2 Associações ambientalistas « Movimento de Cidadãos pela Arrábida e Estuário do Sado » e « Cidadãos pela Arrábida e Estuário do Sado » e ainda pelo Grupo de Cidadãos de Coimbra”, esclarece que, na qualidade de coordenador do pedido de audiência, - “a solução política que procuramos é a que está em consonância com a solução técnico-científica”.

Não procuramos pois uma solução política arbitrária

“Não procurámos pois uma solução política arbitrária nem vamos sequer pedir qualquer favor ao Governo, mas sim reivindicar a adopção de uma solução ambientalmente correcta e que leve em consideração a saúde pública, ao contrário do que acontece com a co-incineração de resíduos perigosos que está a ser feita em cima da população de Souselas e às portas da cidade de Coimbra, ou em Pleno Parque Natural da Arrábida e a 4,5 Km do centro de Setúbal.” – sublinha Castanheira Barros.

Uma solução política para o grave problema da co-incineração

“Se os tribunais administrativos não tivessem cometido múltiplas anomalias processuais ( de que já foi dado conta, em síntese, aos supra-referidos membros do Governo ) e não tivessem decidido com parcialidade as acções cautelares já findas relativas à co-incineração de resíduos perigosos, nem sequer teria sido pedida audiência ao Primeiro Ministro e à Ministra do Ambiente .
São pois em primeira linha as grosseiras anomalias cometidas pelos tribunais administrativos que justificam a procura de uma solução política para o grave problema da co-incineração de resíduos perigosos, destinando-se a solicitada audiência a dar conhecimento ao actual Governo da forma como foi obtido o Parecer da Comissão Científica e Independente de Controlo e Fiscalização do Processo da Co-incineração (CCI ), cuja denominação diz tudo quanto ao fim para que foi criada e ainda dos Pareceres de prestigiados cientistas que dispomos e que demonstram que da co-incineração de resíduos perigosos resultam graves danos para o ambiente e para a saúde não apenas dos que vivem próximo das cimenteiras em co-incineração, mas de todos aqueles que ingerirem, em qualquer ponto do País ou do Planeta, os alimentos contaminados pelas dioxinas, furanos e outros POP´s - Poluentes Orgânicos Persistentes que são produzidos e libertados para a atmosfera durante a combustão dos resíduos perigosos.” – salienta o advogado.

Tem legitimidade para criticar quem apresenta uma solução alternativa válida

“Como só tem legitimidade para criticar quem apresenta uma solução alternativa válida, desde o início desta longa luta que vem sendo travada contra a co-incineração de resíduos perigosos sempre apresentámos a Pirólise como o método de tratamento adequado para os resíduos perigosos que não sendo recicláveis tenham de ser sujeitos a um tratamento térmico” – sublinha Castanheira Barros.

Principais razões do pedido de audiência

a) apresentação de um breve historial dos factos mais proeminentes do processo de co-incineraão de resíduos perigosos desde 9.05.1997 ( data da assinatura no Memorial de Entendimento da então Ministra do Ambiente Elisa Ferreira com os Presidentes da Cimpor e da Secil de partilha dos resíduos perigosos pelas duas cimenteiras - uma espécie de mini-tratado de Tordesilhas ) até ao mais recente despacho judicial de 10.10.2011 ( de admissão do recurso interposto pelo Grupo de Cidadãos de Coimbra para o TCA-Norte da sentença proferida pelo TAF de Coimbra que deu luz verde à co-incineração em Souselas ) ;

b) comunicação das mais grosseiras anomalias processuais praticadas pelos tribunais administrativos portugueses nos últimos 5 anos, o que justifica a procura também de uma solução política para o grave problema da co-incineração de resíduos perigosos em Souselas / Coimbra, Outão / Setúbal ou em qualquer outro ponto do País, pois o que é mau para nós também o é para os outros, ainda que a gravidade seja acrescida quando a queima dos resíduosperigosos é feita em cima de um aglomerado populacional como é o caso de Souselas ( e que julgo ser também o de Pataias ) ou num Parque Natural como está a acontecer na Arrábida, sem prescindir da continuidade da luta judicial ;

c) exposição da forma como foi obtido o Parecer da Comissão Científica e Independente de Fiscalização e Controle do Processo da Co-incineração ( CCI ), cuja denominação diz tudo quanto ao fim para que foi constituída e cujos membros eram chorudamente remunerados enquanto durasse a co-incineração, o que constitui um convite implícito à formulação de um Parecer positivo àquele bárbaro método de queima de resíduos, para além de terem sido autorizados a acumular os vencimentos que auferiam enquanto membros daquela Comissão com os de professor universitário ( decreto-lei 120/99 ) ainda que em regime de exclusividade, o que constitui uma intolerável subversão do regime de exercício de funções públicas em exclusividade ;

d) entrega e discussão de Pareceres de prestigiados cientistas que arrasam o Parecer da CCI e que demonstram que da co-incineração de resíduos perigosos resulta a produção de graves danos para a saúde pública e para o ambiente sobretudo devido à libertação para a atmosfera dos POP´s - Poluentes Orgânicos Persistentes, entre os quais se incluem as dioxinas e os furanos que são substâncias altamente cancerígenas e cujos efeitos subsistem durante mais de 30 anos .

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