Diz que é uma espécie de BLOGUE DE NOTAS do BarreiroBrochura «O Sabor da Palavra Liberdade» vai ser reeditada

Por Jornal Rostos
Dia 21 de Novembro
Oficina Saramago une Barreiro e Moita
O Barreiro e Moita vão associar-se num projecto, ao longo de um ano, com o objectivo de divulgar a obra e a vida do escritor José Saramago.
Esta uma iniciativa da Cooperativa Cultural Popular Barreirense, que conta com a parceria das Câmaras Municipais do Barreiro e Moita, Escola Secundária de Santo André diversos agentes locais.
Está de parabéns a Cooperativa Cultural Popular Barreirense por lançar este repto à comunidade, e, dar, desta forma, um contributo importante para divulgar a vida e a obra do Nobel da Literatura.
Gostei de saber que no âmbito do projecto vai ser reeditada a brochura «O Sabor da Palavra Liberdade», um texto que, reli um destes dias e está marcado de plena actualidade.
Este acontecimento trouxe-me à memória factos que guardo da minha vida profissional.
Recordo, o dia quando telefonei para José Saramago, para o convidar a participar num Colóquio no âmbito das comemorações do 25 de Abril, e, ele, respondeu que não, porque estava cansado de participar em Colóquios com o tema do 25 de Abril.
Disse-lhe que o tema do Colóquio não era o 25 de Abril, mas sim - «O Sabor da Palavra Liberdade» - lema que, enquanto técnico, sugeri que fosse adoptado para assinalar o 25 de Abril, pois, pessoalmente, também, já estava cansado daquele slogan – “25 de Abril, sempre!”, porque o 25 de Abril sente-se sempre por dentro de muitas palavras. De imediato, José Saramago, acedeu em deslocar-se ao Barreiro.
Depois, foi o cuidado de gravar a sua intervenção no Colóquio. As suas palavras passaram para o papel.
Foi, de novo, contactá-lo e sugerir a publicação do texto, que, ele, também, prontamente aceitou.
Desloquei-me a sua casa, em Lisboa, ali, na zona da Estrela, para lhe entregar o texto da sua intervenção.
Conversámos, e, sublinhou que pouco havia a mexer, no entanto, ele ficou de enviar o texto final, porque uma coisa é um discurso oral, outra, é um texto escrito. Poucas alterações foram feitas, e, no ano seguinte, foi publicada a brochura «O Sabor da Palavra Liberdade», no âmbito das comemorações do 25 de Abril.
Na altura, muito longe de sonhar que um dia, José Saramago seria o Prémio Nobel da Literatura, e, pessoalmente, iria recordar estes momentos, sentindo a alegria interior, de ser o autor do «título» de uma brochura de José Saramago.
Gostei de saber que a brochura vai ser reeditada, e, gostei, mais ainda, porque numa leitura muito recente, pensei mesmo, estas palavras se fossem ditas e publicadas, nos dias de hoje, estavam muito actuais.
Dia 24 de Novembro
Greve Geral
Foi dia de Greve Geral. No Barreiro não circulou um autocarro. No Tejo não navegaram os barcos. O Comércio em grande parte esteve a funcionar. No Parque Catarina Eufémia, uma concentração, juntou trabalhadores e população dos concelhos do Barreiro e Moita, cerca de 500 pessoas.
Foi um dia de luta e protesto contra as medidas impostas pelo Governo, fruto do programa da Troika.
Os números como sempre foram diferentes.
Na Autoeuropa, a empresa divulgou que apenas 10% dos trabalhadores aderiram à Greve, fruto, aliás, de ter sido um dia «down day».
Foi um dia de luta, uma Greve Geral que juntou as duas centrais sindicais – CGTP-IN e UGT.
Fica para a história. E, certamente, o seu balanço e fruto será sentido no futuro.













