Diz que é uma espécie de BLOGUE DE NOTAS do BarreiroDo «Comboio da Pedra» à Mata da Machada sentir o pulsar de uma comunidade…
A Mata da Machada e o Sapal do Rio Coina devem ser assumidos como uma referência, activa e viva - o coração da consciência ecológica do Barreiro.
Era justo que, na sessão do Tributo ao Poder Local, tivesse sido prestada uma justa homenagem aos autarcas eleitos, na Câmara Municipal, em 1976, presentes na sala, entregando-lhes, individualmente, uma pequena lembrança. Era o mínimo que devia ter sido feito.

Por Jornal Rostos
Dia 11 de Dezembro
Manuela Fonseca deu cor às cores alvi rubras
A sala da SIRB «Os Penicheiros» estava muito bem composta. Era a estreia do espectáculo do Teatro UTIB, com a peça «Comboio da Pedra», escrita pela nossa colunista Manuela Fonseca.
Ainda não escrevi sobre a peça, mas irei fazê-lo. Hoje, aqui, nesta nota, quero apenas sublinhar que vivi uma tarde muito bonita, carregada de emoções.
As cores alvi rubras vibraram e aqueceram os corações.
Registei, com algum espanto, as palavras do encenador Luciano Barata, pelas dificuldades que sentiu para que lhe fossem emprestados os equipamentos do Futebol Clube Barreirense.
Esta peça é digna de ser apresentada no Ginásio-Sede do Barreirense. Penso que a Direcção do clube tudo deve fazer para que o Teatro UTIB, no próximo ano, porque não em Abril, no âmbito das comemorações do aniversário, seja realizada naquele espaço do FCB.
É um espectáculo carregado de emoção, que faz sentir a força e “uma fé que tudo vence”.
Gostei. Foi uma tarde bonita, que deu para sentir o Barreiro no seu vibrar por dentros das cores alvi rubras.
E, na verdade, também gostei, muito particularmente, daquele momento extra, quando o representante da Casa dos Dragões de Lisboa, prestou uma singela homenagem a Manuela Fonseca, colocando-lhe ao lado do cachecol do Barreirense, o outro, da sua grande paixão – o Futebol Clube do Porto.
Dia 12 de Dezembro
Um Tributo ao Poder Local incompleto
Na Biblioteca Municipal do Barreiro realizou-se uma sessão evocativa dos 35 anos do Poder Local.
Gostei daquele bonito momento surpresa, musical, que nos foi proporcionado pelo Grupo Coral TAB.
Gostei das intervenções do Partido Socialista, feita por Eduardo Cabrita, e, também de Rosário Vaz, do Bloco de Esquerda, assim como de Joaquim Matias, da CDU. Foram referências da diversidade e da pluralidade politica da Assembleia Municipal do Barreiro.
Gostei da intervenção de Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, com uma postura clara de opinião, e, também com o distanciamento necessário, porque, ele, de facto, é o presidente da Câmara, embora eleito pelo PCP/CDU, é o presidente de todos os barreirenses.
A intervenção do Presidente da Assembleia Municipal do Barreiro, essa, foi de um eleito do PCP/CDU, e, não de um autarca que preside a um órgão municipal. Não gostei.
O PSD esteve ausente. Justificando, posteriormente, que esta era uma iniciativa contra o Governo. Não gostei. O PSD desrespeitou um órgão municipal que devia respeitar. O que disse posteriormente, com coragem, dizia na tribuna. E, no local, se fosse apupado abandonava a sessão, até, teria outro efeito mediático.
E, gostava, também, que naquela sessão tivesse sido prestada uma justa homenagem aos autarcas eleitos em 1976, presentes na sala, entregando-lhes, individualmente, uma pequena lembrança. Era o mínimo que devia ter sido feito, para além da evocação dos seus nomes.
É que esta seria uma das acções politicas, discretas, mais fortes, contra o «Documento Verde», tão criticado nesta sessão, pois seria dar relevo ao órgão Câmara Municipal, por eleição directa, que, pelos vistos, no futuro, vai deixar de ter esse modelo eleitoral.
Talvez, no próximo Dia da Cidade, para corrigir, seria justo entregar-lhes essa lembrança.
Dia 14 de Dezembro
O coração da consciência ecológica do Barreiro
Foram entregues os prémios de Qualidade aos serviços municipais das autarquias da Península de Setúbal.
O Centro de Educação Ambiental da Mata da Machada e Sapal do Rio Coina foi o vencedor.
Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, sublinhou que este prémio é, também, um sinal que marca o caminho para o futuro o muito que ainda está por fazer, afirmando, que a Mata da Machada e o Sapal do Rio Coina têm que se afirmar como uma referência na Área Metropolitana de Lisboa e ser um exemplo para o país.
Nuno Banza, vereador do Ambiente, recordou que este prémio é para todos os trabalhadores, aqueles que ao longo dos anos deram tudo ao nível profissional, para desenvolver um trabalho de excelência ( grupo onde ele próprio pode ser incluído, pois na gestão do Partido Socialista, quando arrancou o CEA, era o rosto profissional do projecto).
O Barreiro saiu prestigiado. O Barreiro foi reconhecido.
Este prémio, naturalmente, também é extensivo aos barreirenses que têm acarinhado e dado o seu contributo para defender a Mata da Machada e Sapal do Rio Coina, quer fruindo daquele espaço, quer participando em todas as sessões promovidas ao longo do ano na Mata da Machada.
O projecto da Mata da Machada e Sapal do Rio Coina, deve, cada vez mais, ser encarado, como a grande bandeira ambiental do Barreiro, contrapondo esta realidade, à imagem que existe do Barreiro como uma cidade cinzenta e poluída.
A imagem da Mata da Machada e Sapal do Rio Coina tem que ser projectada como um ícone do concelho – o seu pulmão verde, ao serviço da região.
Este prémio é mais um reconhecimento, e, sem dúvida, mais um contributo para que a Mata da Machada e o Sapal do Rio Coina sejam assumidos como uma referência, activa e viva - o coração da consciência ecológica do Barreiro.
S.P.













