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Inferências

Diz que é uma espécie de Blogue de Notas do BarreiroExiste deficit de discussão sobre a estratégia para a Saúde na Península de Setúbal

A Biblioteca da Escola do Ensino Básico dos Fidalguinhos, no Lavradio, completa a cobertura de Bibliotecas Escolares no concelho do Barreiro.

O Património Ferroviário do Barreiro continua à espera de resposta à pergunta : “Que vamos fazer com este património?”

Não pode ser pensado o futuro do Hospital do Barreiro se este não for parte de uma estratégia que integre o Hospital Garcia da Orta, em Almada, ou o Hospital de S. Bernardo, em Setúbal.

6 min de leitura
Diz que é uma espécie de Blogue de Notas do Barreiro Existe deficit de discussão sobre a estratégia para a Saúde na Península de Setúbal

Por Jornal Rostos

Dia 8 de Outubro
Completa a cobertura de Bibliotecas Escolares

Comecei a semana assistindo à inauguração da Biblioteca da Escola do Ensino Básico dos Fidalguinhos, na freguesia do Lavradio.
Pelo referido, com esta inauguração, fica completa a cobertura de Bibliotecas Escolares no concelho do Barreiro.
Esta portanto uma boa notícia. Mas, a má notícia é que no local, reparei que os computadores da Biblioteca estavam inoperacionais. A crise toca tudo e até afecta as condições de trabalho nas escolas.
Gostei daquele momento de leitura do conto proporcionado aos alunos.
Gostei daquela resposta de um aluno do pré-escolar, quando o Presidente da Câmara lhes perguntou o que era mais importante para serem felizes e uma voz escutou-se bem alto – “Ter amigos!”.
Afinal, a crise por muito forte que seja nunca nos afectará se nós conseguirmos ser felizes e para tal mantermos firmes as nossas relações de amizade.

Dia 9 de Outubro
Lurdes assinalou o seu aniversário

Pela manhã estive na SFAL, um dos meus espaços de vida, onde aprendi muito sobre a condição humana.
Foi ali que nós nos conhecemos - eu e a Lurdes - já lá vão 40 anos. Foi ali que senti como as colectividades desempenham um importante papel de integração na vida da comunidade e de coesão social.
A Lurdes comemorou o seu aniversário, nesse mesmo dia completamos anos de casados.
Em casa, numa festa de família, todos, os meus três lindos filhotes e as suas belas companhias de vida, conversámos, recordámos momentos da vida e festejámos mais um aniversário, sentindo que, afinal, a felicidade é isso mesmo sentir o amor no coração.

Dia 10 de Outubro
As memórias de Amílcar Cabral

Foi com um misto de espanto e de surpresa que acompanhei aquela grande reportagem sobre a morte de Amílcar Cabral.
Na minha memória estava fixada a ideia que tinha sido assassinado pelos portugueses, afinal, pelo referido terá sido vítima de conflitos e divergências no interior do PAIGC.
Fiquei a pensar nestes factos, de como, na verdade, é preciso manter distanciamento sobre coisas que não somos conhecedores dos factos, porque, depois, mais tarde ou mais cedo, a verdade surge, molda os acontecimentos e reescreve a história.
Pois, é isso, o tempo tudo esclarece – as vitimas, os heróis, os vilões. É sempre preciso dar tempo ao tempo, podemos até já estar mortos, mas a verdade, essa é como o azeite vem sempre ao de cima…

Dia 11 de Outubro
O Património do Barreiro e «Os Verdes»

A deputada Heloísa Apolónia do Partido Ecologista «Os Verdes» esteve de visita ao Barreiro, no final, em diálogo com os órgãos de comunicação social, alertou para a situação de degradação do Património Ferroviário do Barreiro.
A deputada salientou as potencialidades existentes, referiu que existem muitas ideias para valorizar o património, e que é necessário evitar que a degradação continue porque, depois, a recuperação é muito mais difícil.
Pessoalmente sinto que o Património Ferroviário do Barreiro, na verdade, está a degradar-se que está ali um potencial enorme que pode ser uma mais valia para o concelho do Barreiro, mas, também sinto que continua no ar a pergunta, sem resposta : “Que vamos fazer com este património?”
E, deixem-me que o diga em voz alta, aquilo que muitas vezes penso, porque é que, na verdade, não se encontra resposta à pergunta, penso, de há muito, desde a elaboração do PDM em vigor, que a situação está inquinada, situação que dá origem que exista de forma permanente, uma discussão esquizofrénica do estilo “Maria Costureira» e «Maria Patroa» que não abre caminho para encontrar respostas, nem dá respostas.
Quando esta fase for superada, então, talvez comece a ver-se uma luz ao fundo do túnel, até lá, vai continuar tudo como dantes…desde 1992.

Dia 12 de Outubro
O Hospital do Barreiro e a região

A Associação Clinica Frater promoveu um debate sobre a Saúde no Barreiro.
Assisti ao debate, escutei as intervenções, registei os comentários e conclui, pelo dito e não dito, porque há coisas que são ditas sem o dizer, que, afinal, mais que discutir a Saúde no Barreiro, está por discutir a Saúde na Península de Setúbal.
De facto, nos tempos actuais, não se pode discutir o Hospital do Barreiro por si só, como um Hospital do Barreiro e para o Barreiro.
Esta Unidade Hospitalar tem que ser pensada e equacionada no âmbito de uma estratégica regional, que ao nível da Península de Setúbal, quer ao nível da Área Metropolitana de Lisboa.
Estou de acordo que o Hospital do Barreiro é uma vertente de grande influência e de grande importância para afirmação do concelho na região, mas, para o ser, não pode e não deve, ser pensado como estritamente do Barreiro, tem que ser pensado e dimensionado no seu contexto na região.
A ideia que fiquei é existe deficit de discussão sobre a estratégia para a Saúde na Península de Setúbal, porque, nos tempos de hoje, penso, como cidadão e só, que não pode ser pensado o futuro do Hospital do Barreiro se este não for parte de uma estratégia que integre o Hospital Garcia da Orta, em Almada, ou o Hospital de S. Bernardo, em Setúbal.
E, mais, esta discussão implica equacionar, se sim ou não, a necessidade imperiosa de um Hospital no Seixal, deixando de iludir o povo, ou se a opção de arrancar com a construção da ponte Barreiro- Seixal, não será uma prioridade estruturante, até ao nível de proporcionar melhores cuidados de Saúde ás populações.
Por aqui me fico, mas, estas e outras matérias, são aquelas que, por vezes, fazem-me pensar, que as quintas e quintinhas não ajudam a desenvolver a região, nem os concelhos.

António Sousa Pereira

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