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Inferências

Portucalense debate mudanças na justiça

A reforma do Código do Processo Civil, nos moldes que estão a ser desenhados, está a servir os interesses da Troika, defende Elizabeth Fernandez, docente da área de Direito na Universidade Portucalense, que será oradora nas jornadas sobre “A Revisão do Código de Processo Civil”, que decorrem dia 26 de Outubro, a partir das 9.30h, na Universidade Portucalense (UPT), no Porto.

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Por Jornal Rostos

“Esta reforma não repensa o atual modelo e vai de encontro às exigências da Troika, tornando-a num processo mais eficaz e célere”, afirma a docente”.
Elizabeth Fernandez refere ainda que a reforma não garante, por si só, uma justiça mais célere e mais eficiente.
“Só é possível desde que os operadores judiciários, designadamente os juízes, a quem é conferido o poder de gestão processual e de adequação, usem esses mesmos poderes, pois a simplificação e a eficácia assentam no uso que venha a ser feito dos mesmos”, explica.
A burocratização e a morosidade são tema central quando se fala em justiça em Portugal e para Maria João Mimoso, coordenadora do 1ºCiclo de estudos em Direito da UPT, a perplexidade sobre a morosidade processual estendeu-se à sociedade em geral. A mesma afirma que quando
“Falamos de uma justiça acessível a todos, da previsibilidade das decisões e da oportunidade das mesmas num contexto temporal, social e economicamente razoável. O poder judicial não constitui um fim em si mesmo, mas um instrumento ao serviço da democracia. Pretende-se que tal poder contribua para o desenvolvimento do país e que não potencie o seu estagnar através de comportamentos individualistas e de teses irrealistas”.
Maria João Mimoso realça ainda a importância da iniciativa no contexto da universidade.
“Aliar a Universidade, neste caso, o mundo do Direito, às bases de onde ele emana, à sua fonte reprodutora, parece-nos crucial para a articulação do ensino do Direito ao processo criativo e a todos os que para ele contribuem com a sua experiência, saber e reflexão”, refere.
Alberto Soares Carneiro, advogado e formador da Ordem dos Advogados, irá dar início aos trabalhos logo pela manhã. Paulo Pimenta e Abrantes Geraldes, membros da Comissão de Reforma, irão depois apresentar as linhas orientadoras e as principais alterações da Reforma, um tema relevante para a vida social do país e que não tem reunido total consenso junto do meio jurídico.
Fomentar o debate público e proporcionar aos académicos, aos magistrados, aos advogados, aos juristas e aos estudantes a possibilidade de acompanharem mais de perto o procedimento legislativo são os objetivos da UPT.

As inscrições decorrem até ao dia 25 de Outubro, e podem ser feitas através do site da instituição em www.upt.pt
A entrada é livre para os alunos da Universidade Portucalense.

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