Diz que é uma espécie de Blogue de Notas do BarreiroHá fome na freguesia do Alto do Seixalinho
Este ano pelo Natal, a Junta de Freguesia do Alto do Seixalinho vai entregar 200 cabazes de Natal a famílias carenciadas.
A RUMO tem sido uma instituição exemplar cuja acção passa muitas vezes à margem dos acontecimentos que fazem os dias, mas ela «mexe-se» e não desiste de apoiar pessoas com deficiência.
No Barreiro, se a lei avançar vamos voltar a ter quatro freguesias, que serão criadas por agregação: Barreiro/Verderena; Lavradio/Alto do Seixalinho; Santo António da Charneca/Coina, e Santo André/Palhais.

Por Jornal Rostos
Uma cidade pulsa, vive, tem dinâmicas nos dias, agita-se, transforma-se, e, nós, que nela vivemos, por vezes, nem sentimos as mudanças.
Esta semana vivi alguns momentos que dão para sentir o pulsar da cidade, as suas energias mobilizadoras, neste tempo marcado de crise.
Dia 3 de Dezembro
Centro de Inclusão Comunitária (CIC –CAO) da Rumo
A Rumo - Cooperativa de Solidariedade Social, CRL -, inaugurou, no Dia Internacional das Pessoas com Deficiência-, o Centro de Inclusão Comunitária (CIC –CAO) Rumo.
Mais um projecto de uma Cooperativa de Solidariedade Social cuja actividade desenvolve-se nos concelhos do Barreiro e Moita há mais de 30 anos.
A RUMO tem sido uma instituição exemplar cuja acção passa muitas vezes à margem dos acontecimentos que fazem os dias, mas ela «mexe-se» e não desiste de apoiar pessoas com deficiência, integrando-as no mundo do trabalho, apoiando-as na sua integração na comunidade.
As novas instalações na freguesia de Santo André, no concelho do Barreiro, são mais uma porta aberta à esperança, mais daqueles sinais que apesar da crise, de todos os problemas, há pessoas e instituições que não desistem, não baixam os braços e continuam a acreditar que há futuro, um futuro que construímos em cada presente…agindo!
Dia 5 de Dezembro
Há fome na freguesia do Alto do Seixalinho
Entrevistei José Antunes, Presidente da Junta de Freguesia do Alto do Seixalinho, falou-me dos projectos que a autarquia desenvolve e nas situações difíceis de muitos residentes na freguesia.
Há pessoas que vão à junta de Freguesia pedir ajuda porque não têm pão, não têm nada que comer. São situações dramáticas que os autarcas procuram, mesmo não sendo das suas competências, dar um contributo para ajudar a dar dignidade à vida das pessoas.
Este ano pelo Natal, a Junta de Freguesia do Alto do Seixalinho vai entregar 200 cabazes de Natal a famílias carenciadas.
José Antunes salientou que tem consciência que há muita fome na freguesia e, até, há muita fome envergonhada, pessoas que estão desempregadas, pessoas que estão a perder os seus rendimentos.
É dramático. Afinal para onde caminhamos neste país?!
Dia 6 de Dezembro
A agregação das freguesias
O dia esteve agitado com a discussão da Legislação sobre a extinção e agregação das freguesias na Assembleia da República.
A lei não foi votada após a discussão que, para quem acompanhou o debate parlamentar, não trouxe nada de novo. Foram repetidas as posições que eram conhecidas de todos, quer o dito pelas forças da oposição, quer o dito pelos partidos que apoiam o governo.
Vamos ou não ter um novo quadro eleitoral nas próximas eleições autárquicas?
Será que o Tribunal Constitucional vai encontrar inconstitucionalidades?
Não estou a ver o Presidente da República tomar posição sobre esta matéria e não assinar uma lei, quando já assinou, anteriormente, aquela que lhe deu origem.
No Barreiro, se a lei avançar vamos voltar a ter quatro freguesias, que serão criadas por agregação: Barreiro/Verderena; Lavradio/Alto do Seixalinho; Santo António da Charneca/Coina, e Santo André/Palhais.
Uns acreditam que tal não vai acontecer, outros consideram que está consumado.
Agora vamos esperar os próximos capítulos …
Dia 8 de Dezembro
O KIRA continua a sonhar ….
Na «escola +» o artista plástico Kira continua a manter vivos os seus sonhos de viver para arte e com a arte, numa terra onde não há pão, num país que desde sempre aprendeu a olhar para os seus artistas, em todas as áreas, não como criadores e geradores de esperança, mas apenas como Cigarras.
Sim na tal história que existem formigas que trabalham e as cigarras que cantam, apenas cantam.
Sempre que penso nos artistas e naqueles que dedicam a sua vida a actividades criativas, com paixão, recordo Raul Solnado que dizia, nesta história da «Cigarra e da Formiga», seria bom que as «formigas» pensassem que se as cigarras não cantassem, enquanto elas trabalham ( e, neste cantar também as cigarras estão a trabalhar), a vida não teria o colorido e a beleza que as cigarras colocam no mundo e dão aos dias outro sentido – porque nem só de pão vive o homem.
Admiro o Kira e a Fátima Gama pela paixão que colocam no trabalho que realizam, formando novos artistas e mantendo um espaço de referência na vida da cidade.
Fica aqui o convite visite a «escola +» onde está uma Mostra de trabalhos dos alunos e também muitos materiais feitos com muita criatividade que, para além de serem uma bela prenda de Nata,l é um contributo para dar vida e força aos sonhos daqueles que continuam a sonhar que é possível viver no Barreiro, com a arte, pela arte, para a arte!
Dia 9 de Dezembro
O Alentejo na SFAL com João Ferrador
O chão coberto de palha. Os alentejanos do Grupo Coral «Os Amigos do Barreiro» trajando a rigor. Sentia-se o Alentejo.
O Grupo de Teatro da Penha de França, de Lisboa, ali estava trazendo à SFAL os sons do cante alentejano e os cheiros da paisagem.
Um peça de teatro feita de estórias e de memórias, com orientação de actores e encenação de um homem do Barreiro, João Ferrador, que, sentimos, de forma intensa e emocionado viveu esta sua primeira presença, como encenador, na terra que o viu nascer.
Um homem do teatro, que desenvolve projectos em Lisboa, em Santa Iria da Azoia, é professor na Escola de Teatro e participa em projectos da TVI, mas, continua a ter o Barreiro – “é minha terra” – no seu coração.
Dizia-se mais emocionado por estar,ali, na SFAL, a mais antiga colectividade do concelho do Barreiro.
É assim , o associativismo, continua a ser uma porta aberta ao mundo e à cultura.
S.P.













