A oposição do PS no Barreiro é o PSDVereadores Socialistas querem que Nuno Banza peça demissão do pelouro
pelouro e tempo atribuídos e passar ao estatuto de oposição”, a propósito das suas posições sobre o projecto Arco Ribeirnho Sul.
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro, salientou a importância do projecto Arco Ribeirinho Sul, defendendo que é preciso “unir todos” e não usar o projecto para “combate politico”, acrescentando que – “isso é para outros” e não para o presidente da Câmara.
Regina Janeiro, CDU, salientou que no protestos dos vereadores socialistas - “a ideia de democracia é estamos todos de acordo”, acrescentando que - “têm a opinião do tempo da outra senhora”.

Por Jornal Rostos
Nuno Banza, vereador eleito pelo PSD, na reunião começou por referir que sobre o protesto “não vou perder tempo”, acrescentando que os vereadores socialistas – “querem tempo de antena”.
Recordou que, “já por duas vezes que pedem a minha cabeça”, concluindo que tal é uma prova que – “o meu trabalho conta e incomoda”.
Salientou que os vereadores continuam a querer – “defender uma empresa que gastou milhões”, referindo-se ao Projecto Arco Ribeirinho Sul.
Nuno Banza, salientou que o Governo não acabou com o projecto do Arco Ribeirinho Sul – “acabou com gastos importantes”.
A oposição do PS no Barreiro é o PSD
Por outro lado, o autarca, referiu que – “a oposição do PS no Barreiro é o PSD, isto é excelente”, recordando que a oposição dos vereadores do PS é definida no voto favorável ao PAEL.
Por outro lado, recordou que ao longo do mandato os vereadores socialistas nunca apresentaram uma única proposta – “não fizeram uma única proposta”.
PSD é que tem que se preocupar com o Barreiro e com o país
Amílcar Romano, PS, salientou que “o PS tem o tempo de antena que está no regimento”.
E apelou ao Vereador Nuno Banza para ter “um momento de lucidez para fazer autocritica”, porque devia “reconhecer que errou nas suas posições sobre o Arco Ribeirinho Sul”.
“O PS não está preocupado com o PSD, o PSD é que tem que se preocupar com o Barreiro e com o país” – sublinhou.
A condição é o respeito mútuo e trabalhar pelo Barreiro
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, recordou que “quem responde pela Câmara é o presidente” e comentando o texto do protesto que refere “algo está mal na Câmara”, solicitou que os vereadores socialistas concretizassem- “Algo de quem? Algo o quê?”
Por outro lado, sublinhou que quando os vereadores socialistas falam em alianças – “não há alianças. Não pus condições a qualquer vereador para aceitar pelouro”.
“A condição é o respeito mútuo e trabalhar pelo Barreiro” – referiu.
Não usar o projecto ARS para combate politico
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro, salientou a importância do projecto Arco Ribeirinho Sul, defendendo que é preciso “unir todos” e não usar o projecto para “combate politico”, acrescentando que – “isso é para outros” e não para o presidente da Câmara.
“É preciso juntar todas as vontades para defender a nossa terra, mesmo daqueles que têm reservas” - sublinhou.
Por outro lado, referiu a sua concordância sobre a necessidade que – “este Governo seja demitido”, mas não para ser substituído por “uma alternância”, mas sim por “uma politica alternativa”.
Não me sinto desrespeitado
Carlos Humberto, esclareceu – “não me sinto desrespeitado”, porque sublinhou defende o diálogo, acrescentando que o vereador Nuno Banza – “não precisa autorização do presidente para fazer defesa da sua honra”.
Têm a opinião do tempo da outra senhora
Regina Janeiro, CDU, lamentou que passados estes anos sobre o 25 de Abril, “a ideia de democracia” que esteja espelhada no protesto apresentado pelos vereadores do Partido Socialista – “é estamos todos de acordo”, porque disse, “têm a opinião do tempo da outra senhora”.
“38 anos após o 25 de Abril lamento esta posição” – referiu.
O documento apresentado pelos vereadores socialista não foi votado.
PROTESTO
A Assembleia Municipal tem como principal objectivo a função de fiscalizar a
actividade do executivo municipal entre outros.
As regras de funcionamento deste órgão são claras e definidas no seu regimento.
As questões colocadas pelos Deputados ao Presidente da Assembleia Municipal ou ao
Presidente da Câmara obedecem, naturalmente, ao exercício da Democracia, do
respeito pelos partidos, à defesa dos interesses do nosso Concelho e respectivos
concidadãos.
Pelo executivo de Câmara responde o seu Presidente, ou então, quem ele indique para
o efeito.
Aos restantes elementos do executivo com a atribuição de pelouros ou não, cabe-lhes
registar questões levantadas e apenas responder com a autorização do Presidente da
CMB.
Na Assembleia Municipal de 14 Dezembro de 2012, a uma pergunta de um Deputado
Municipal do PS ao Presidente da Câmara, levanta-se o Vereador Nuno Banza pedindo
a palavra ao Presidente da Assembleia, com a justificação de que o seu nome teria sido
referido ma pergunta em questão, sem que a mesma colocasse em casa a
honorabilidade do Vereador do PSD.
A usar da palavra e a propósito do projecto do Arco Ribeirinho Sul, o Vereador Nuno
Banza desautoriza pela segunda vez o presidente da Câmara, afirmando "que este não
pode falar em nome do executivo sobre matérias que não tenham sido tratadas em
Câmara".
Estas declarações mas também a forma como são transmitidas revelam que algo de
grave se passa na Câmara do Barreiro e sobretudo nesta "aliança" que atribui pelouro e tempo ao Vereador do PSD. No mínimo deve obrigar a regras de respeito e
solidariedade em propostas/projectos determinantes para a estratégia e cumprimento
dos objectivos do próprio executivo. A Democracia e as opções políticas que as partes
tomam devem ser transparentes, facilmente perceptíveis para os Barreirenses, assim
como, para as restantes forças políticas.
Este facto merece a sua apresentação na forma de protesto nesta sessão de câmara, já
que a sua consequência natural deveria ser o Vereador do PSD pedir a demissão do
pelouro e tempo atribuídos e passar ao estatuto de oposição.
Não se verificando este acto de coerência e coragem política, ao Presidente de Câmara
não lhe resta outra opção, que não seja a de retirar a confiança ao Vereador, assim
como, o pelouro que lhe atribuiu.
Estes factos são tão mais graves pela importância determinante para o futuro do
Barreiro que foi dada ao projecto do Arco Ribeirinho Sul, com capacidades para
valorizar a nossa Cidade nos planos social, económico, com a atractividade para criar
novos projectos empresariais, emprego, qualidade de vida para os Barreirenses e uma
nova imagem de Cidade.
Estes factos assumem ainda maior gravidade, quando o Vereador Nuno Banza na
sessão de câmara de 17 de Março de 2010 apresenta uma moção em que afirma na
sua conclusão "(...) à Câmara Municipal do Barreiro solicite ao Governo da República
que torne o projecto do Arco Ribeirinho Sul num projecto prioritário, tomando todas
as medidas necessárias para a mais rápida operacionalização e início dos trabalhos,
que conduzirão à requalificação ambiental, nomeadamente, do espaço industrial da
antiga Companhia União Fabril, sito nas freguesias do Barreiro e Lavradio."
Ainda sobre este dossier e na sessão de câmara de Fevereiro de 2012 foi
apresentada e aprovada por maioria com a abstenção do voto do PSD, por considerar
que este plano deveria ser apresentado para a votação apenas depois da revisão do
PDM do Barreiro.
A hipocrisia, só por si, não justifica tanta contradição, tanto desrespeito pelos
Barreirenses, tanta incoerência política, apenas para defender as decisões irracionais e
cegas que a este respeito o actual Governo do PSD/CDS assumiu contra o nosso
Concelho e o nosso Distrito.
Os Vereadores do Partido Socialista apresentam este protesto pelo respeito que os
Barreirenses nos merecem e pelos direitos que o nosso Concelho, naturalmente, deve
exigir.
Os Vereadores do Partido Socialista estão convictos de que com a queda deste
Governo a esperança renasce de novo.
Barreiro, 19 de Dezembro de 2012
Os Vereadores do Partido Socialista













