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Inferências

Carreira 7 - BarreiroPrimeira medida apresentada pelo candidato do MIRA
Transferência do Gabinete da Presidência para a Ilha do Rato

O candidato do MIRA, assume que a Ilha do Rato tem que ter um papel decisivo no futuro do concelho, por essa razão, vai propor medidas que contribuam para a valorização daquele território que ao longo de décadas tem sido ignorado – “o estado de abandono daquele território é um exemplo da gestão das últimas décadas” – sublinhou.

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Carreira 7 - Barreiro Primeira medida apresentada pelo candidato do MIRA Transferência do Gabinete da Presidência para a Ilha do Rato

Por Jornal Rostos

Ontem, ao comentar no facebook uma fotografia de uma amiga, às tantas, como se falava em Bruxas e Sacerdotisas, comentei que já a imaginava, a ela, dita sacerdotisa, a caminhar sobre as águas, rumo à Ilha do Rato.
Esta troca de comentários trouxe-me à memória um texto editado, em tempos idos, sobre a criação do MIRA – Movimento de Independência da Ilha do Rato.
E, pelo que tem vindo a constar, tudo indica que, nos tempos de hoje, afirma-se pelos corredores do «diz-que-diz-se» que – “está na hora de dar vida ao MIRA.”
“O MIRA devia pensar seriamente em apresentar um candidato às próximas eleições autárquicas” – foi dito por fontes próximas do MIRA, que, afinal, parece que já tem um candidato.
Ao saber desta possibilidade, comentei, que, desde já, que a primeira medida que o candidato do MIRA devia apresentar, logo no dia da sua eleição, seria a de realizar a primeira Conferência de Imprensa na Ilha do Rato e, ali, anunciar a transferência do Gabinete da Presidência para a Ilha do Rato.

Penso que, esta, de facto, era uma medida de grande significado, com um profundo simbolismo, que dá uma dimensão da ampla visão que se colocam às prioridades do território, porque, de facto, de uma vez por todas, aproximava-se o Poder Local do Rio Tejo, abrindo as portas do concelho ao mundo.
Sim, não podemos esquecer aquelas palavras do poeta que escrevia: “pelo Tejo vai-se para o mundo”.

Neste recordar a importância do MIRA, ocorreu-me que outra medida, devia ser a exigência imediata de construção de uma ponte que ligue a Ilha do Rato à Base Aérea do Montijo, criando, desta forma, todas as condições para abrir o caminho da Ilha do Rato à Europa e ao mundo, tornando-se numa verdadeira «plataforma logística» central para a AML – Área Metropolitana de Lisboa e Península de Setúbal, dado que a proximidade das duas margens e a valorização da Base Área como solução alternativa ao projecto do aeroporto de Alcochete e sendo uma boa solução para a proposta Portela +1, colocaria a Ilha do Rato, como estruturante do desenvolvimento da região.
A Ilha do Rato perspectivava-se desta forma como uma clara e objectiva alternativa ao Projecto do Arco Ribeirinho Sul.

Igualmente, deveria ser, de imediato, objectivo do candidato do MIRA, defender a Ilha do Rato, promovendo uma petição pública visando a «restauração do território do concelho do Barreiro», combatendo a medida que retirou a Ponta da Passadeira da esfera de influência da Ilha do Rato e anexando-a ao concelho da Moita.
Recorde-se que é uma ambição antiga dos moitenses anexar a Ilha do Rato, pelo que, o MIRA, deve, desde já tornar-se a voz reivindicativa desta usurpação territorial.
Embora, caso avance a criação das CIM, esta matéria possa ser diluída, pois o território da Ilha e a Ponta da Passadeira terão uma gestão territorial integrada.
A ilha do Rato, pela sua centralidade, pode ser mesmo o «ponto de charneira» dos concelhos do Barreiro, Moita e Montijo.
Defender a centralidade da Ilha do Rato e a Ponta da Passadeira tem que fazer parte de uma estratégia de proximidade e de ligação do passado como o presente, na construção do futuro.

Sei, que o candidato à presidência da Câmara Municipal do Barreiro, que o MIRA pretende apresentar nas próximas eleições autárquicas, ontem, pelo que constou, terá visitado a Praia da Barra-a-Barra, onde encontrou diversos artefactos do período neolítico.
Pelo que me constou, terá mesmo encontrado vestígios de locais onde os «sem abrigo da época» pernoitavam.
“Encontrei uma pedra com sinais visíveis de dejectos, o que prova que eram utilizadas, em substituição de folhas de árvores pelos sem abrigo, pois as folhas de árvores apenas eram utilizadas pelas classes mais abastadas” – referiu numa conversa, após a visita ao local.
O candidato do MIRA confidenciou que – “era inadmissível obrigar as pessoas a utilizar pedras, como único recurso para a higiene pessoal”.
Adiantou-nos que vai propor um «Plano de Emergência» destinado a recuperar os artefactos que são uma prova que, já no neolítico, o Barreiro tinha marcas visíveis de uma classe marginalizada.
O candidato do MIRA, assume que a Ilha do Rato tem que ter um papel decisivo no futuro do concelho, por essa razão, vai propor medidas que contribuam para a valorização daquele território que ao longo de décadas tem sido ignorado – “o estado de abandono daquele território é um exemplo da gestão das últimas décadas” – sublinhou.

Esta é sem dúvida uma boa noticia para a nossa região e a presença do MIRA nas próximas eleições autárquicas de certeza vai influenciar os resultados.
A partir de agora tudo está em aberto…

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