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Inferências

Moita - Vale da Amoreira uma freguesia com 25 anosO «trabalho em rede» e o «espirito de missão» marcam a vida da comunidade

A edição do «Rostos Noticia» dedicado à freguesia do Vale da Amoreira permitiu-nos sentir o pulsar de uma freguesia, onde, para além dos imensos problemas sociais, há muita gente que trabalha e se dedica com paixão para desbravar novos caminhos.
Gente que acredita e tem sonhos e faz do seu trabalho uma missão, um projecto de vida.

2 min de leitura
Moita - Vale da Amoreira uma freguesia com 25 anos O «trabalho em rede» e o «espirito de missão» marcam a vida da comunidade

Por Jornal Rostos

Falámos com diversas pessoas de instituições sociais, de escolas, autarcas, da área da saúde, e, muitas das vezes, sentimos um brilho nos olhos, a emoção à flor da pele, por vezes até as lágrimas a emergir ao falarem da situação das pessoas, dos dramas familiares, ou do sucesso alcançado fruto de anos de trabalho e de muita perseverança.
Notámos que existe, nas várias instituições um sentimento marcado pela vontade permanente de trabalhar em rede, um sistema de vazos comunicantes, onde todos sabem que nada fazem ou valem sozinhos.
Notámos que a Junta de Freguesia tem um papel importante no estabelecer pontes e proporcionar condições para que a multiculturalidade existente na comunidade se afirme pela positiva e seja uma energia motora da vida local.

A freguesia do Vale da Amoreira é uma das que vai ser extinta e associar-se à Baixa da Banheira, esta realidade pode gerar um vazio se não existir continuidade nos projectos que, hoje, de forma diferenciada estão no terreno.
O Vale da Amoreira é uma freguesia de diferentes etnias que sentimos respeitam-se, num ambiente saudável, mas, é, de facto «um barril de pólvora», pelo aumento de desemprego, pelas situações de fome e outros dramas sociais.
Há crianças cujas únicas refeições são as que comem nas escolas.
É urgente pensar e agir…são homens e mulheres que vivem no limiar da pobreza, mas fazem-nos com dignidade, com amor pelas suas raízes culturais e respeito pela comunidade.
Só que, de facto, é caso para dizer…que nem só de dignidade vive o homem.
Nos olhos com lágrimas que encontrámos, em técnicos de acção social, em professores e autarcas, registámos que, na verdade, um sentimento de impotência começa a nascer…e depois, meus senhores e depois?!
Por isso, quem de direito, deve pensar a necessidade e implementar no Vale da Amoreira um Programa de Emergência Social, porque…amanhã pode ser tarde.

António Sousa Pereira

CONSULTE

http://www.rostos.pt/edicoes/noticia/pdf/noticia118.pdf

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