Quotidianos da CidadeDo Barreiro a Lisboa para sentir uma «explosão» de luz, cor e som
Gostei. Aqui deixo o conselho aos que ainda não viram que não percam esta oportunidade, pois, pelo que tem sido divulgado a última sessão vai realizar-se no próximo dia 18 de Agosto.

Por Jornal Rostos
Lá fui, com a minha Lurdes, a minha filhota Rita e o Neves. Foi uma viagem agradável, rápida, que aproveitei para dormitar, com saída do Barreiro, no barco das 21 horas.
Muitos barreirenses, notei, deslocavam-se para Lisboa com o mesmo objectivo. Terminada a sessão que dura cerca de 20 minutos. Escutaram-se os aplausos da multidão.
As imagens de construção do arco da Rua Augusta abrem a sessão. Segue-se uma viagem por momentos da história deste canto à beira mar plantado. A epopeia dos Lusitanos no combate com o exército Romano. A memória da Revolução de 1383-1385, com a evocação de Nuno Álvares Pereira e a guerra pela independência. A evocação de Vasco da Gama e as viagens dos descobrimentos que abriram os tempos da modernidade.
São deslumbrantes as imagens. O som sente-se no coração.
A recordação do Terramoto de 1755 e a recuperação realizada por Marquês de Pombal é um momento de grande emoção.
Um espectáculo que faz crescer a nossa auto-estima e o orgulho de sermos portugueses.
Aqueles rostos, a fechar, de poetas, políticos, empresários, desportistas, fadistas, homens e mulheres que fizeram Portugal. Olhei, entre tantos rostos, vi lá, Alfredo da Silva e pensei – “Sim, o Barreiro também faz parte desta história, do meu país”.
No final registei alguns comentários de pessoas que circulavam. Dizia alguém: “Podes não gostar do António Costa, mas uma coisa é certa ele deu vida a esta cidade e a este espaço”.
A Praça do Comércio estava repleta de pessoas para assistir ao espectáculo multimédia, mas também as suas esplanadas, num ambiente renovado, davam um sentido cosmopolita a um espaço que, não há muitos anos, há noite era um deserto.
Junto aos Cais das Colunas, centenas de pessoas aproveitavam a noite para olhar o Tejo, viver a noite e sentir a brisa.
“Não vi o 25 de Abril” – dizia uma criança para os seus pais. Ao escutar estas palavras pensei que é talvez, algo que falta nesta produção, recordar naquela praça e naquele local o dia que abriu novo rumo para por fim a um Portugal amordaçado.
Fiquei para segunda sessão das 22h30. Quis rever e sentir, mais de perto, a força daquelas imagens.
Valeu a pena. Foi uma noite que vou guardar na memória e que trouxe ao meu pensamento o espectáculo multimédia que, um dia, nos anso 90, vi na Grand Place, em Bruxelas, que ali acontece regularmente, sendo uma referência para quem visita o coração da União Europeia.
Parabens Lisboa. Gostei.
Não perca, é um salto, do Barreiro a Lisboa para ver e sentir esta explosão de luz, cor e sons!
António Sousa Pereira
Fica esta informação para os interessados:
Sessão das 21h30
Barco do Barreiro – 21 horas
Regresso – 21h55
Sessão das 22h30
Barco do Barreiro – 21h55
Regresso – 22h55













