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Inferências

Alexandra Ruivo, candidata à Concelhia do Barreiro do Partido Socialista«Trabalhar para que as pessoas possam voltar a olhar o Partido Socialista como uma alternativa»

. A politica é para vivermos para os outros e não para nós próprios

. Promover acções de forma que o partido se abra à cidade

“Não tenho sindicatos de voto – à partida posso estar derrotada. Eu não me movimento por interesses pessoais – também posso estar derrotada. Eu não ofereço posições, nem lugares a ninguém – à partida posso estar derrotada.
Mas, por essas três razões à partida eu posso ser ganhadora, porque as pessoas querem muito a ruptura. Portanto à partida posso ser ganhadora” – refere Alexandra Ruivo, candidata à presidência da Comissão Politica Concelhia do Barreiro do Partido Socialista.

8 min de leitura
Alexandra Ruivo, candidata à Concelhia do Barreiro do Partido Socialista «Trabalhar para que as pessoas possam voltar a olhar o Partido Socialista como uma alternativa»

Por Jornal Rostos

Vão realizar-se eleições para a Concelhia e para as Secções do Partido Socialista, um acto eleitoral que de acordo com os actuais Estatutos do PS, serão para um mandato de 4 anos (2013-2017).
Alexandra Ruivo é candidata à liderança da Concelhia do Barreiro do Partido Socialista, numa conversa com o jornal «Rostos», apresentou as razões e as linhas orientadoras do seu projecto político.

Posso dar um contributo positivo

Que razões motivam ser candidata à Presidência da Comissão Politica Concelhia do Partido Socialista do Barreiro?
“Sou do Partido Socialista já há algum tempo, tenho feito parte dos órgãos internos do partido, já fiz parte de um Secretariado e de uma Comissão Politica, preparei um mandato autárquico em 2005 e tenho assistido a algumas rutpuras entre interesses muito instalados por parte de algumas pessoas.
Penso que pela minha postura cívica e por aquilo que tenho feito em termos de cidadania na vida da cidade, considero que posso dar um contributo positivo para alterar este estado de coisas.
Tenho consciência que não se altera de um dia para o outro, nem apenas porque tenho a vontade de o fazer.
Por isso, procurei rodear-me de pessoas que dentro do partido e na cidade, também tenham esta postura ética e que não se movem por politicas que têm a ver com interesses ou procura de condições pessoais. Este é um passo para a mudança. Isto fez-me avançar.
Depois, confio na minha capacidade de trabalho, que tenho demonstrado ao longo dos anos, quer quando estive a trabalhar requisitada ao serviço da autarquia, quer na minha vida profissional, acho que as pessoas reveem essa minha capacidade de trabalho e isso pode ser uma esperança e uma alternativa”.

Promover acções de forma que o partido se abra à cidade

Quais as propostas concretas que vão ser apresentadas para mudar a postura do PS na cidade?
“Em primeiro lugar numa perspectiva interna, o Partido Socialista precisa realmente de estar organizado, precisa que consiga fazer funcionar as estruturas, que são extremamente pesadas, sendo uma das estratégias agilizar e desenvolver a comunicação e promover acções de consenso e concertadas entre as várias estruturas.
Ao longo do tempo, tenho verificado que há tendência para se perderem esses elos de comunicação, da Concelhia às Secções, da Concelhia à vereação ou à Assembleia Municipal e os órgãos acabam por funcionar, não diria estéril, mas sem haver comunicação.
Portanto, é preciso organizar internamente, mas isto não chega para credibilizar o Partido Socialista no Barreiro.
Por isso externamente, é necessário promover acções fortes de forma que o partido se abra à cidade, trazer inclusivamente pessoas que não são militantes do partido, mas que são pessoas com uma visão de cidade a vários níveis, que possam contribuir para melhorar a vida das pessoas e mudar a visão que nas últimas décadas tem existido para a vida da cidade.

Voltar a olhar o Partido Socialista como uma alternativa

Qual é a leitura que é feita do último resultado das eleições autárquicas?
“Muito brevemente diria que continuamos a eleger três vereadores como elegemos no anterior mandato, portanto, nessa perspectiva não foi mau, mas, noutra perspectiva nós não soubemos capitalizar o descontentamento com a CDU. Qualquer coisa falhou aqui, por nós não termos conseguido tirar partido da opinião que os barreirenses têm da gestão CDU. Não foi um resultado positivo.
Numas contas rápidas nós recuamos a 89, ou seja, mais de duas décadas.
Temos que fazer um caminho, que não digo que seja do zero, mas temos que consolidar, temos que trabalhar, para que as pessoas possam voltar a olhar para o Partido Socialista como uma alternativa, que é um partido que pode apresentar uma visão nova, que acredita nas pessoas e que as pessoas se revejam no Partido Socialista, como uma verdadeira alternativa”.

É definitivamente um PS para o Barreiro

Será um PS para o Barreiro, ou é um PS a pensar em ser um apoio ao Governo?
“É um PS para o Barreiro, definitivamente. Primeiro que tudo, porque não preciso da vida politica para viver, não é nem nunca foi o meu objectivo, tenho a minha profissão da qual me orgulho muito e faço o melhor que posso, e não vejo um partido politico como um trampolim.
O projecto que defendo é para quatro anos, que tem que se prolongar para oito e para mais, ou comigo ou com outras pessoas que possam continuar o trabalho. É definitivamente um PS para o Barreiro, para agora…”

Pessoas que usam a politica em beneficio deles próprios

O que é isso de haver ambições pessoais?
“São pessoas que usam a politica em beneficio deles próprios. A politica é para vivermos para os outros e não para nós próprios”.

PS criar a sua própria identidade

Que falta ao PS para ter credibilidade no Barreiro?
“Falta-lhe ter comportamentos que sejam respeitadores da vontade de todos.
Falta-lhe um conjunto de pessoas que sejam reconhecidas pela cidade, como pessoas.
Falta-lhe sobretudo afirmar-se a si próprio não contra os outros partidos, ou outras pessoas, mas criar a sua própria identidade.

Devemos saber respeitar as pessoas e as suas opções

É justo que o PS, após perderas últimas eleições venha afirmar que apresentou as suas propostas, o seu programa mas os barreirenses querem é este Barreiro que têm, isto não é ofender barreirenses ? “Acho que os barreirenses são pessoas de muito trabalho, de muita crença e devem ser respeitados, independentemente de concordarem ou não com as nossas propostas e com as nossas posições politicas.
É um pouco demais quando se desdenha as opções das pessoas, porque nós também somos barreirenses, e devemos saber respeitar as pessoas e as suas opções que são legítimas.
Perdemos as eleições. Devemos analisar os resultados. Fazer uma autocritica. E se tiver ao alcance do Partido Socialista mudar a sua conduta, tem que o fazer.”

Candidato a presidente da Câmara será ponderado

Ser candidata à presidência da Comissão Politica Concelhia significa colocar como objectivo a candidatura à presidência da Câmara?
“Não. É claro que não. O candidato a presidente da Câmara será ponderado pela Comissão Politica Concelhia, por todos os militantes que fazem parte dessa Comissão. E essa pessoa também tem que ter o apoio dos militantes de base, das Secções.
É extremamente prematura falar de quem seja, mas esse não é o meu objectivo”.

André Pinotes um jovem que tem talento
Há outro candidato a Presidente da Comissão Politica Concelhia do PS, qual a opinião sobre esse adversário o André Pinotes?
“Tenho trabalhado com o André Pinotes ao longo doas anos, na Concelhia e na Assembleia Municipal, é um jovem que tem talento, é um excelente comunicador, é assertivo a chegar às pessoas, parece-me que lhe falta alguma experiência de vida, tem um longo percurso a fazer…
Se ganhar vai contar com ele?
“Se ganhar contarei com os melhores do Partido Socialista.”

À partida posso ser ganhadora

A candidatura de Alexandra Ruivo perante a realidade local do PS, não é uma candidatura coma derrota anunciada?
“Não sei porquê. Penso na realidade dos factos. Não tenho sindicatos de voto – à partida posso estar derrotada. Eu não me movimento por interesses pessoais – também posso estar derrotada. Eu não ofereço posições, nem lugares a ninguém – à partida posso estar derrotada.
Mas, por essas três razões à partida eu posso ser ganhadora, porque as pessoas querem muito a ruptura. Portanto à partida posso ser ganhadora”.

Um engano no número de militante

Alguma coisa que queira comentar?
“Quero esclarecer, um caso que tem sido tratado fora das sedes próprias, que é o caso de um elemento que integra a lista que apresentei, não ter as quotas em dia, foi o caso da vereadora Joana Branco.
Foi difundido por alguma anti-comunicação social, realmente foi verdade, mas é um caso resolvido.
O que existiu foi um engano no número de militante, uma falha, que foi esclarecido, ou analisar-se o comprovativo do pagamento, estava um número incorrecto. O assunto foi resolvido no Rato.
Tenho muita pena que isto tenha saído para fora do partido, que em público, tenha sido enxovalhada a vereadora Joana Branco, numa campanha cujo objectivo era fragilizar a pessoa em causa, assim como uma candidata da minha lista.
A vereadora Joana Branco é uma pessoa que tem a sua situação regularizada , foi um erro técnico, que devia ter sido resguardado na vida interna do Partido.”

Mistura de pessoas com provas dadas politicamente

Alguns nomes que apoiam a sua candidatura?
“Eu vou divulgar a lista mas posso referir Carlos Pires, João Pintassilgo, Isidro Heitor, alguns jovens, a Zélia Silva, Frederico Rosa, Joana Branco.
Há uma mistura de pessoas com provas dadas politicamente e civicamente e gente mais jovem que tem uma perspectiva diferente da politica e da própria cidade e que me ajudam a pensar as diferenças.”

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