Casa da Baía com sommelier digitalComercialização de vinhos de 60 adegas da Península de Setúbal
Um sommelier digital e vinhos de 60 adegas da Península de Setúbal integram o projeto para a cafetaria e loja da Casa da Baía, cuja exploração foi adjudicada hoje pela Câmara Municipal de Setúbal, em reunião pública.

Por Jornal Rostos
O projeto, denominado “NOSSA”, num apelo à ligação à região e à comunidade, aposta na gastronomia e nos vinhos regionais, com uma oferta para consumo no espaço ou aquisição na loja, privilegiando as compras a produtores e ao comércio local.
Uma das propostas é a instalação de um sommelier digital, um ecrã interativo que permite conhecer a história dos produtores, consultar informações sobre os vinhos e receber sugestões de combinação com alimentos.
A loja prevê a comercialização de vinhos de 60 adegas da Península de Setúbal, incluindo Moscatel de Setúbal e Moscatel Roxo. Os clientes poderão também adquirir uma garrafa na loja e consumi-la no pátio, mediante o pagamento de uma taxa de serviço.
Na oferta gastronómica, destacam-se ostras do Sado, conservas regionais, queijo de Azeitão, queijos curados de ovelha, enchidos, salicórnia e flor de sal do Sado, além de azeite, azeitonas e mel.
A cafetaria e a loja terão igualmente produtos de padaria e doçaria regional, como tortas de Azeitão, esses e fogaças de Palmela, queijadas de ovelha e compotas artesanais, além de sumos naturais, infusões e bebidas fermentadas de produtores locais.
O projeto prevê encontros com produtores, enólogos e outros profissionais ligados às adegas, para dar a conhecer os vinhos e as histórias de quem os produz, num ambiente de conversa informal com os visitantes.
A proposta de funcionamento contempla horários alargados na época alta, com abertura até às 02h00 de quinta-feira a sábado e nas vésperas de feriado. Nas manhãs de inverno, está também prevista a disponibilização de uma área para trabalhar, com acesso à internet.
A intervenção no espaço assenta na preservação da identidade do edifício e do mobiliário municipal, com recurso a equipamentos amovíveis, sem alterações estruturais.
A concessão foi adjudicada a Ricardo José Pinheiro dos Santos Amaral, único concorrente no concurso público, pelo valor global de 144.240 euros, acrescido de IVA, correspondente a uma renda mensal de 1202 euros a pagar ao município.
O concessionário dispõe de um prazo máximo de 75 dias após a assinatura do contrato para iniciar a atividade, ficando responsável pela manutenção, conservação e limpeza das instalações e equipamentos.
O contrato prevê um prazo inicial de dez anos, com renovação automática por períodos de cinco anos, até ao limite máximo de 30 anos, caso nenhuma das partes comunique a intenção de terminar a concessão nos termos previstos.
O concurso público foi publicado a 7 de julho no Diário da República e na plataforma eletrónica AcinGov, após autorização do lançamento pela Câmara Municipal e pela Assembleia Municipal.
Fonte - CMS













