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Barreiro - No Futebol Clube Quinta da Lomba - Santo André«A Cumeada dos montes” pela Companhia de Teatro «PROJÉCTOR»

Numa iniciativa da UNIÃO DAS FREGUESIAS DE ALTO DO SEIXALINHO, SANTO ANDRÉ E VERDERENA“, hoje, dia 29 de Março, pelas 21h30, no âmbito das comemorações do Dia Mundial do Teatro vai estar em cena a peça «A Cumeada dos montes”, pela Companhia de Teatro “PROJÉCTOR”, no Futebol Clube Quinta da Lomba.

Uma peça que é uma lição de história, um reencontro com as memórias de um país, marcado e condicionado, de facto, ainda nos dias de hoje, pelas marcas de 40 anos de submissão e «silêncios».

3 min de leitura
Barreiro - No Futebol Clube Quinta da Lomba - Santo André «A Cumeada dos montes” pela Companhia de Teatro «PROJÉCTOR»

Por Jornal Rostos

UNIÃO DAS FREGUESIAS DE ALTO DO SEIXALINHO, SANTO ANDRÉ E VERDERENA
COMEMORAÇÕES DIA MUNDIAL DO TEATRO

EM CENA
“A Cumeada dos montes”
pela Companhia de Teatro “PROJÉCTOR”

Dia 29 de Março
. 21.30h
Futebol Clube Quinta da Lomba
Santo André

Sinopse

(…) a Ação da peça situa-se em Argel, último lugar de exílio – e de solidão – do General Humberto Delgado, nas horas que antecederam a sua partida para Espanha, com a sua companheira Arajaryr Campos, na esperança de se encontrarem com militares oposicionistas à ditadura Salazarista.
Perto de Badajoz, a poucos quilómetros de Portugal, caiem numa cilada, organizada pela polícia política Salazarista (PIDE), sendo ambos assassinados.
As referências e factos políticos descritos pelos três personagens – o General, a Mulher e Atalaia – não são ficção e tudo foi, entretanto, documentado.
A ficção usámo-la, naturalmente, na restante parte dos diálogos. Aí procurámos exaltar a luta determinada e coerente do General Humberto Delgado, contra a ditadura, até ao sacrifício supremo da própria vida, em contraponto com a tibieza, o calculismo político, e os comportamentos torpes, dos que o foram vilipendiando e abandonando. Na mulher – Arajaryr Campos – procurámos exaltar o amor.
Arajaryr, cidadã brasileira, é contratada para secretária, no Rio de Janeiro, primeiro local de exílio do General. Admira o “General sem medo”, mas rapidamente passa amar o homem. A partir de então será a companheira apaixonada, e sempre presente, de Humberto Delgado, morrendo assassinada, ao seu lado, quando tentava proteger.
É uma trágica e imensa história de amor que muitos presistem em ignorar, continuando a designar Arajaryr por “a secretária”. Em Atalaia – Adolfo Ayala – procurámos exaltar a amizade e a fidelidade à causa da liberdade. Ayala, antifascista desde os anos trinta, foi um entusiasta apoiante da candidatura do Humberto Delgado à presidência da República. Apesar da sua deformidade física acompanha o General, quando da revolta de Beja, e voltam a encontrar-se, dois anos depois, em Argel. Mantém-se sempre fiel ao General e tenta dissuadi-lo, em vão, de ir ao encontro em Espanha, que teme ser uma cilada, oferecendo-se para ir em seu lugar. Sobrevivendo, fica fiel depositário das suas vontades e testemunha incontomável, mas terrivelmente só, da verdade dos factos.

Ficha Técnica

Texto - Raul Zagalo
Encenação - Abilio Apolinário
Assistência de encenação - Romy Mendonça
Música - Paulo Cavaco

Interpretes
Carlos Alberto Correia
Elsa Barata
Raul Ferrão

Músico- Daniel Rodrigues
Vozes - Grupo Coral Alentejano «Unidos do Lavradio»

LEIA

https://www.rostos.pt/perspectivas/82398-projector-companhia-de-teatro-do-barreiro-a-cumeada-dos

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