Gabinete de Apoio à Vítima de Palmela Ajuda às vítimas de violência doméstica e de género do concelho e concelhos vizinhos
O Gabinete de Apoio à Vítima (GAV) de Palmela já está a funcionar, disponibilizando uma importante ajuda de proximidade às vítimas de violência doméstica e de género do concelho de Palmela e concelhos vizinhos.

Por Jornal Rostos
A Presidente da Câmara Municipal de Palmela, Ana Teresa Vicente, o Presidente da Junta de Freguesia de Pinhal Novo, João Estróia Vieira, e a Vice-presidente da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), Carmen Rasquete, em representação das três entidades parceiras que tornaram possível a criação deste serviço, visitaram o GAV no primeiro dia de funcionamento (2 de novembro).
A criação do Gabinete resulta do concurso público que o Município lançou para a abertura de uma estrutura de atendimento a vítimas de violência doméstica no concelho, que foi ganho pela APAV. Instalado no edifício da Junta de Freguesia de Pinhal Novo, o GAV funciona de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00. O apoio social, jurídico e psicológico é prestado por uma equipa multidisciplinar, formada por uma gestora, técnica de apoio à vítima, advogada e psicóloga, que conta com apoio permanente da APAV ao nível da formação e qualificação, entre outras necessidades. Pretende-se que o GAV trabalhe em rede com os parceiros sociais locais e com todos os outros serviços da APAV.
Este serviço tem o valor global de 227.500€, inteiramente suportado pela Autarquia, e vai funcionar até dezembro de 2028. «É um investimento mas, de entre as prioridades do nosso concelho, pareceu-nos que, sem dúvida, esta estava na primeira linha», destacou Ana Teresa Vicente, durante a visita.
«Infelizmente, a violência doméstica continua a ser um crime muito praticado e ainda muito oculto. Há ocorrências registadas no concelho, que eram atendidas sempre em Setúbal e Lisboa», lamentou a Presidente do Município, convicta de que, pelo «trabalho notável» que a APAV já desenvolve, «este atendimento vem trazer um novo conforto às pessoas do concelho que precisam deste serviço».
Ana Teresa Vicente considera que foi muito positivo a Junta de Freguesia ter disponibilizado de imediato o espaço, por esta ser a freguesia mais populosa e central do concelho. «Era o espaço ideal para acolher o GAV, tem muita dignidade e conforto e foi muito bem conseguido», elogiou. Reforçando ainda mais a proximidade à população, a intenção é que, em breve, o Gabinete realize também atendimentos descentralizados, através da Unidade Móvel de Saúde do Município.
João Estróia Vieira explicou que o GAV está instalado temporariamente no salão nobre da Junta, um espaço que «tem todas as condições que a APAV necessita para garantir o seu serviço» e, futuramente, o objetivo é realizar algumas intervenções no edifício da Junta, «para proporcionar ainda mais condições à APAV para continuar aqui».
O Presidente da Junta referiu que estão garantidas todas as condições de confidencialidade das vítimas (com uma entrada independente para o GAV) e de mobilidade, com rampa de acesso e elevador, e destacou também as vantagens da centralidade da Junta e da proximidade aos transportes públicos (estação de comboios e paragens de autocarro). Na Junta, também já funcionam o Serviço de Atendimento Social e Apoio Jurídico prestado pela Ordem dos Advogados, o que vai permitir um atendimento integrado.
Carmen Rasquete referiu que «70% das situações apoiadas pela APAV são de violência doméstica». «Existe esta fragilidade e ainda bem que tivemos este Município e esta Freguesia a apoiar a concretização do Gabinete», agradeceu. A APAV já conta com 90 serviços de proximidade por todo o país e, na última década, tem procurado «diversificar a forma de estar no terreno, para que as pessoas consigam pedir ajuda», pois a Vice-Presidente da Associação acredita que «quanto mais proximidade, mais possibilidade de as pessoas saberem onde procurar apoio».
Fonte - CMP













