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«Rostos». Um Aniversário. Uma marca indelévelPor Manuela Fonseca
Barreiro

Porque o “Rostos” é, do primeiro ao último minuto de cada dia, a militância jornalística, a Cidadania que nos convoca para os desafios do quotidiano que fará mulheres e homens mais felizes, mais fraternos, mais atentos, mais competentes na escuta do outro.

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«Rostos». Um Aniversário. Uma marca indelével Por Manuela Fonseca Barreiro

Por Jornal Rostos

Lembro-me de Paxti Andión no célebre e perene texto que refere vinte anos de amor e companheirismo. São menos os anos do “Rostos”, jornal que, na Internet, chega a uma Cidade, a uma Região, a um Distrito, a um País, ao Mundo. Mas também são para ele esses belos sentimentos.
Porque as palavras que nos oferece são informativas, poéticas, expressivas, comprometidas, ou não, política e religiosamente. Plurais, livres e democráticas.
Porque o “Rostos” é convívio a qualquer hora; para mim, especialmente, em fechamento sobre mim própria (devido a uma situação complexa que me retém) é a porta da rua que mais abro, é o lenitivo da tristeza por não poder assistir a eventos culturais, regularmente, comentando-os nestas páginas, como, há anos, o Sousa Pereira e eu tínhamos pensado.
Porque o “Rostos” é, do primeiro ao último minuto de cada dia, a militância jornalística, a Cidadania que nos convoca para os desafios do quotidiano que fará mulheres e homens mais felizes, mais fraternos, mais atentos, mais competentes na escuta do outro.
Porque o “Rostos” é um incansável fórum, mesmo sem tal formatação, é a conjugação de textos, o cruzamento de outros, a contextualização de ideias, caminhos do futuro que a História trará, nele (re)encontrados em passado e presente – difíceis, e, por isso, esperançosos –, discutidos, e propostos.
Porque o “Rostos” é um elemento vivo, dialéctico, organismo em incansável busca do que fomos e somos, na construção (também) de alicerces do que, por estas paragens e na Aldeai Global, poderá acontecer no porvir.
Porque ao “Rostos” chegam espaços, ofícios, artes, realizações, organizações que se movem por causas fraternas, por uma esperança que não deixam apagar-se – por uma luz, quiçá mais intensa, por uma esperança, um dia transformada em realidade.
Porque o “Rostos” é, ao contrário de um niilismo que manieta e pretende cercear o desejo de continuar o Caminho, um farol que nos induz a olhar em frente, nas várias facetas das nossas vidas.
É grado o amor que tenho ao “Rostos” por constituir uma família alargada, nas contradições que o enobrecem, por não dar descanso às nossas consciências, por partilhar connosco a vida, a colectividade mais feliz como meta.
Agradeço, aqui, agora, a todos os colaboradores do periódico, simbolizados num activista do jornal, a saudade chamada Rui Monteiro Leite, ilustre pensador, pintor, poeta, docente barreirense para quem o “Rostos” era, de acordo com os mais próximos dos entes queridos, a sua segunda casa.
E, neste, nos próximos aniversários, haverá sempre uma saudação especial, na evocação do dia quinze de Dezembro, para os profissionais que a publicação tem formado. E claro (Sérgio Godinho, amigos), SETE para este “homem” de outros tantos “instrumentos”, Sousa Pereira.
Muitos parabéns e anos de vida para um irmão espiritual, em projecto-acção que nos induz à atenção aos que nos rodeiam e a nós próprios. Em síntese: que nos induz a sermos (cada vez) mais HUMANOS.

Manuela Fonseca

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