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CRITICAS E CRÓNICAS – «Um momento no cinema»2013 - Tratou-se de um ano fraco.
Por Diogo Coelho
Barreiro

Tratou-se de um ano fraco. Fraco a nivel de qualidade média de filmes lançados e também a nivel de variedade de ofertas no circuito mais mainstream. Salvo raras situações (Only God Forgives; The Place Beyond the Pines; Don Jon; Kick-Ass 2 e The Hobbit Part 2) o resto do ano ofereceu-nos pouca qualidade num mar de intenso desapontamento e de, com franqueza, pura falta de talento e de ideias altamente pouco criativas e pior executadas numa maneira geral.

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CRITICAS E CRÓNICAS – «Um momento no cinema» 2013 - Tratou-se de um ano fraco. Por Diogo Coelho Barreiro

Por Jornal Rostos

E finalmente chegámos. A época mais interessante a nivel cinematográfico, ou pelo menos, a época mais produtiva a nivel da distribuição em Portugal pois os filmes que vos falarei já estão em exibição noutros paises há largos meses. Culpa de quem? Quem sabe? O que interessa nesta altura é fazer um ponto de situação e, neste caso, fingir que 2013 se estende até Janeiro pois de facto, os melhores filmes ainda estão para estrear neste mês caótico a nivel de possivel qualidade técnica.
O ponto de situação é simples: Tratou-se de um ano fraco. Fraco a nivel de qualidade média de filmes lançados e também a nivel de variedade de ofertas no circuito mais mainstream. Salvo raras situações (Only God Forgives; The Place Beyond the Pines; Don Jon; Kick-Ass 2 e The Hobbit Part 2) o resto do ano ofereceu-nos pouca qualidade num mar de intenso desapontamento e de, com franqueza, pura falta de talento e de ideias altamente pouco criativas e pior executadas numa maneira geral. Tivemos filmes fraquissimos como "Elysium" (anteriormente falado numa das mais recentes crónicas), um desastre chamado "The Counselor" (também já abordado) e um filme frustante com alguma qualidade chamado "Man of Steel". O que podemos analisar nesta sequência de filmes que foram distribuidos ao longo deste ano é que se trata de um fenómeno ocorrente em Hollywood: um ano fortissimo em qualidade (2012) seguido de um ano de restos e de filmes menores. É uma situação que já tem acontecido noutras alturas e que este ano atingiu fortemente a indústria. As ideias para projectos parecem "sem sal", sem criatividade e cuidado a todos os niveis e, em alguns casos, parecem guiões retirados directamente da gaveta mais suja e cheia de pó de um qualquer armário que claramente não teriam lugar em outro ano que não este. O problema ou, de certa maneira, a solução no meio desta terrivel confluência de acontecimentos é que depois da tempestade vem a bonança e, neste caso, a bonança ocorre (em Portugal) quase na sua totalidade em Janeiro, contando obviamente para o ano 2014 mas cujas produções foram divulgadas em 2013.
Falo de 12 Years a Slave, do fantástico Steve McQueen; Her de Spike Jonze; do regresso de Martin Scorcese com The Wolf at Wall Street; com o melhor elenco dos últimos anos em American Hustle e, por fim, com o desafiante realizador dinamarquês Lars von Trier que nos traz Ninfomaniaca.
Só estes cinco filmes já poderiam ser o suficiente (ainda por confirmar) para termos um ano em cheio que contrariasse esta tendência de qualidade artistica, porém todos foram lançados no final do ano e inicio do próximo com um único objectivo: Os Óscares. Pois é, a cerimónia ainda conta bastante para a indústria e este ano não seria excepção.
Na próxima crónica farei uma análise aos filmes em questão e poderemos concluir se este ano o Pai Natal entregou os presentes todos depois do Natal ou se de facto podemos esquecer 2013 a nivel cinematográfico dos registos e pensar, apenas e só, num futuro brilhante.

DIOGO COELHO

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