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PostalPor Manuela Fonseca
Barreiro

Já somos Cidade Ribeirinha há trinta anos! As comemorações evocativas da efeméride foram variadas e adequadas a cada contexto. Saliento a cerimónia “Barreiro Reconhecido”, solene, justa, homérica, o Povo Barreirense a rever-se nos seus heróis de várias áreas. Homenageados no Auditório Municipal Augusto Cabrita, num tão especial momento para esta Comunidade Social, 28 de Junho.

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Postal Por Manuela Fonseca Barreiro

Por Jornal Rostos

A família

Vejo a foto do meu neto David no Baile de Finalistas (do terceiro ciclo de escolaridade); um cavalheiro, apesar de eu continuar a olhar para o menino que tenho, risonho, numa parede do escritório. Fotografo a pequenina Ana Filipa (“a Fonseca”, como o pai às vezes diz para me embevecer ainda mais com esta prenda que nos abençoou), a falta de jeito habitual para o acto mas que proporcionará, certamente, a colocação no “Facebook”. Os dias passam e, se calhar principalmente por causa da terceira geração, vivo o tal “minuto de cada vez” que tantos me referem.

O Dia da Mãe

Recordo o último e rio-me: pela primeira vez, os meus filhos esqueceram-se dele e, vinte e quatro horas depois, chegou a segunda prenda – o beijo tinha sido dado no tempo adequado, após tê-lo pedido a ambos e dito o porquê, não muito satisfeita –, um autógrafo do Paulo Fonseca, que o Filipe viu junto ao seu prédio e, sabedor, da consideração que tenho por ele (belos os tempos, esses em que o vi jogar no Barreirense!) solicitou-o. Encontra-se à minha esquerda, na secretária. Retribuo o beijinho do Paulo e desejo-lhe muitas felicidades no seu futuro, pessoal e profissional.

O Dia da Cidade

Já somos Cidade Ribeirinha há trinta anos! As comemorações evocativas da efeméride foram variadas e adequadas a cada contexto. Saliento a cerimónia “Barreiro Reconhecido”, solene, justa, homérica, o Povo Barreirense a rever-se nos seus heróis de várias áreas. Homenageados no Auditório Municipal Augusto Cabrita, num tão especial momento para esta Comunidade Social, 28 de Junho.
Talvez, obviamente sem melindre para ninguém, eu traga à colação, entre todos os ilustres laureados, o Dr. Hélder Fráguas, saudoso Mestre que muito me ensinou acerca de Tolerância, Pluralidade, Respeito, diversos conteúdos académicos (não sei se o terá conseguido com a Matemática; confesso, envergonhada, a grande ignorância em área tão nobre). Em síntese: ensinou-me a Vida.
E a Dr.ª Maria Manuela Espadinha da Cunha, distinta e corajosa professora que desenvolve a maior parte da sua actividade na Escola Secundária de Santo António, que dirige, assim como o Agrupamento de Escolas a que a mesma pertence, recente Prémio Escola na Região de Lisboa e Vale do Tejo. Manuela foi, se não erro, minha discípula de Língua e Literatura Portuguesa, nos distantes anos lectivos de 1975-76 e 1976-77, na turma L do Liceu Nacional do Barreiro – eu, jovem cheia de vontade e ambição de fazer bem, ela e as colegas, no auge da adolescência, com valores e muita personalidade: simpáticas, educadas, solidárias, trabalhadoras, sempre com boa disposição; pretendiam, quase todas, tornar-se docentes o que, felizmente, se tornou realidade.

A Universidade da Terceira Idade do Barreiro

Espaço institucional, apoiado pela Câmara Municipal do Barreiro, ajudado por outras entidades, que forma, através de trabalho voluntário de gente que ama o semelhante, muitas centenas de pessoas em idade sénior, na senda de vivenciarem novas experiências em conjunto, aprenderem a aprender, desenvolverem capacidades, competências, projectos, actividades, em disciplinas variadas, nos vastos caminhos da Sabedoria. (Que minorarão a solidão de algumas delas.)

A Universidade da Terceira Idade do Barreiro e eu

Dou-lhe o escasso e possível apoio, há vários anos. No ano lectivo que agora finda, elaborei uma Oficina de Literatura – O Conto –, baseada numa produção de Rosalina Carmona do subgénero literário referido, publicada neste periódico. O suporte da Dr.ª Maria José Vicente e do colega Luís Cunha, dois mentores da UTIB, foi decisivo para o trabalho. Também teria tido o da Dr.ª Rosalina Carmona e do Director António Sousa Pereira se tivesse podido oferecer a Oficina mas, infelizmente, a mesma não se concretizou. A Unidade Didáctica pertence à Universidade da Terceira Idade e, se não puder vir a geri-la, sei que as ilustres colegas – e amigas há mais de três décadas – Genoveva Pimpista e Francisca Bastos a realizarão.
Agradeço, ainda, a todos os que me mantêm na Coordenação Geral e no Conselho de Formadores. Bem hajam.

“Gasoline”

Grupo recém-formado de recreio, desporto e cinematografia que liga o Barreiro e o rio à prática do “surf” e os faz entrar nas rotas turísticas do País (atenção, no entanto, à falta de infra-estruturas que não nos possibilitam receber os forasteiros como desejarão e a que farão jus), ajudado pelo filme com o nome da onda por eles cavalgada e divulgada.
Caro Ricardo Carrajola (“P 1”) e a tua interessante equipa, vocês pensarão, já, no filme “Gasoline II”?

Em síntese

Por tudo o que acabo de dizer, estimados leitores, sinto-me muito gratificada – com os meus e os Barreirenses. Espero continuar o desenrolar de minutos até ao próximo ano para ver, ainda, mais e melhor. Da família e da Cidade.
Nota: obrigada pela vossa atenção.

Manuela Fonseca

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