CRITICAS E CRÓNICAS – «Um momento no cinema»«Os Guardiões da Galáxia»
Por Diogo Coelho

Por Jornal Rostos
"Os Guardiões da Galáxia" tornou-se, há dias, o filme mais visto do ano em receitas internacionais de bilheteiras. Poderemos considerá-lo o "melhor" filme do ano? Claro que não e, por ventura, nem deve ser tratado como algo mais do que um filme blockbuster. No entanto, estamos perante um fantástico filme que nos relembra mais uma vez do poder e da magia do cinema quando se trata correctamente o público-alvo, ou melhor, quando se conhece esse mesmo público.
Recentemente ocorreu-me o pensamento de que, algures no tempo, fomos esquecendo os tempos de criança, dos risos inexplicáveis e das brincadeiras sem sentido que eram demasiado divertidas para se deixar de fazer. Lembrei-me também da magia do cinema e de como este sempre contribuiu para o imaginário dos mais pequenos e que os levou à sua maturação, autonomia e, no fundo, à chegada do conceito de "adulto" com todas as suas responsabilidades e exigências. Algures, nos últimos anos, esse conceito de divertimento e de magia deram lugar a filmes preocupados apenas com o carácter lucrativo e com a concepção visual do maior espalhafato possivel que se possa criar em 2 horas numa sala escura do cinema.
Filmes esses criados por executivos que visualizam a sua audiência como se esta tivesse cifrões no lugar do cérebro e nenhum tipo de pensamento critico para distinguir a qualidade do "dinheiro fácil". Ora, este filme é o oposto disso: trata-se de um filme arriscado quando apresenta personagens como a árvore Groot ou o guaxinin falante Rocket mas que sabe, e muito bem, transportar-nos para um mundo onde tudo isto é possivel e credivel. Onde as personagens parecem reais e a trama plausivel, conseguindo tudo isto através do tom humoristico, alegre e bem disposto das situações e dos diálogos, da banda sonora fantástica e escolhida a dedo, unificando todos estes conceitos e opções numa viagem agradável ao tal tempo de crianças que já tinha passado mas que filmes como este fazem questão de nos voltar a lembrar, felizmente.
Diogo Coelho













