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CRITICAS E CRÓNICAS – «Um momento no cinema»O que está por trás de uma ida ao cinema?

Toda esta pequena conversa inicial para dizer que "Gone Girl" de David Fincher é o melhor filme do ano 2014 (por enquanto) e talvez o melhor filme do realizador (que não tem um único filme de baixa qualidade) desde o "Zodiac".

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CRITICAS E CRÓNICAS – «Um momento no cinema» O que está por trás de uma ida ao cinema?

Por Jornal Rostos

O que está por trás de uma ida ao cinema? Talvez uma sensação de curiosidade insaciável ou uma distracção da rotina diária imposta pelo trabalho? Diria que facilmente as duas hipóteses se encontram: existe a curiosidade, a vontade de ser surpreendido e de ficar arrebatado e também se integra o valor de distracção da vida diária e repetitiva. Toda esta pequena conversa inicial para dizer que "Gone Girl" de David Fincher é o melhor filme do ano 2014 (por enquanto) e talvez o melhor filme do realizador (que não tem um único filme de baixa qualidade) desde o "Zodiac".
Sem entrar em detalhe na narrativa, pois qualquer detalhe poderá estragar a experiência, trata-se de um filme que exige ser visto, analisado e sobretudo discutido pelas suas diferentes camadas de interpretação e de alusões a determinadas correntes presentes na nossa vida e com as quais nos confrontamos virtualmente todos os dias. É um filme longo, que nunca perturba pela sua duração, e com duas performances seguramente na linha da frente para os prémios do próximo ano ( Ben Affleck e Rosamund Pike). É um filme com humor, com drama, com suspense, com momentos calmos, com momentos intensos, sempre pontuados e magistralmente editados como só David Fincher sabe nos dias que correm. Trata-se de um realizador que começou a trabalhar em videoclips musicais antes de passar para o cinema, dominando por completo ritmos, planificação e tom presentes nos seus videos.
Existem variadas maneiras de elogiar este filme e, nesse âmbito, esta crónica seria verdadeiramente extensa e aborrecida mas a melhor maneira de elogiar um projecto desta magnitude é vendo, devorando cada segundo e trazer a experiência para casa, para debate ou para simples introspecção. O filme faz tudo isso. O cinema deve fazer sempre tudo isso. Felizmente ainda há realizadores importados com o que acontece "quando os créditos começam a rolar" e isso é sempre de louvar.

Diogo Coelho

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