CRITICAS E CRÓNICAS – «Um momento no cinema»«Interstellar»
Por Diogo Coelho
Barreiro
É dificil entrar em detalhe sem revelar grande parte da narrativa por isso concluirei dizendo que se trata de um dos melhores filmes do ano mas que, por agora e ainda sem uma segunda visualização, não está ao mesmo nivel do mais recente filme de David Fincher.

Por Jornal Rostos
Christopher Nolan é, sem margem para dúvidas, um dos melhores realizadores a trabalhar hoje em dia. Os seus filmes são perfeitos? Não. Existem claramente altos e baixos na sua filmografia? Sem dúvida. Mas a questão essencial e que o promove enquanto artista é a sua dedicação quase extrema a uma noção de criatividade e de respeito pela audiência. Ele não quer apenas contar uma história sobre o mundo dos sonhos misturados com "cenas de acção à James Bond", ele quer que estejamos emocionalmente investidos para que se finalmente entenda que o núcleo essencial em qualquer filme irá sempre recair no aspecto emocional, ou melhor dizendo, da nossa capacidade de nos revermos (positiva ou negativamente) nas personagens que enchem o ecrã. O novo filme deste mestre do Séc XXI chama-se "Interstellar". Respeitando ao máximo a ideia do realizador de não indicar quaisquer pontos importantes referentes à narrativa do filme, posso apenas dizer que se trata de um filme arriscado e que, no geral, sai bem sucedido na sua dificil tarefa.
Primeiro os pontos positivos: é sem dúvida um dos filmes do ano, a realização e fotografia particularmente são objecto de estudo neste filme quando absolutamente tudo, desde o primeiro minuto, parece realista e sem recurso a CGI (quando na verdade foram utilizados imensos destes recursos) como é paradigmático para o cinema hoje em dia. A banda-sonora é, nesta altura, um selo de Nolan em todos os seus filmes e esta não desaponta em nada, acompanha o filme como se de uma ópera se tratasse, com os crescendos a serem intensos e arrebatadores e as cenas mais tensas a deixarem alguém sem respiração devido a toques subtis. As interpretações são, em regra geral, muito sólidas. Os problemas prendem-se com decisões narrativas na história, sobretudo na segunda parte do filme (é um filme longo e sente-se isso mesmo) onde existem vários blocos de cenas que não são particularmente necessários no filme e que em virtualmente nada contribuem para aquilo que é, verdadeiramente a linha de orientação do filme. É dificil entrar em detalhe sem revelar grande parte da narrativa por isso concluirei dizendo que se trata de um dos melhores filmes do ano mas que, por agora e ainda sem uma segunda visualização, não está ao mesmo nivel do mais recente filme de David Fincher. No entanto Nolan a revelar que tematicamente não tem limites e que a sua visão é mais um regalo para quem adora intensamente o cinema.
Primeiro os pontos positivos: é sem dúvida um dos filmes do ano, a realização e fotografia particularmente são objecto de estudo neste filme quando absolutamente tudo, desde o primeiro minuto, parece realista e sem recurso a CGI (quando na verdade foram utilizados imensos destes recursos) como é paradigmático para o cinema hoje em dia. A banda-sonora é, nesta altura, um selo de Nolan em todos os seus filmes e esta não desaponta em nada, acompanha o filme como se de uma ópera se tratasse, com os crescendos a serem intensos e arrebatadores e as cenas mais tensas a deixarem alguém sem respiração devido a toques subtis. As interpretações são, em regra geral, muito sólidas. Os problemas prendem-se com decisões narrativas na história, sobretudo na segunda parte do filme (é um filme longo e sente-se isso mesmo) onde existem vários blocos de cenas que não são particularmente necessários no filme e que em virtualmente nada contribuem para aquilo que é, verdadeiramente a linha de orientação do filme. É dificil entrar em detalhe sem revelar grande parte da narrativa por isso concluirei dizendo que se trata de um dos melhores filmes do ano mas que, por agora e ainda sem uma segunda visualização, não está ao mesmo nivel do mais recente filme de David Fincher. No entanto Nolan a revelar que tematicamente não tem limites e que a sua visão é mais um regalo para quem adora intensamente o cinema.













