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Um elefante numa loja de porcelanasPor Jorge Fagundes
Barreiro

E a aparente caminhada para a saída do Reino Unido da União Europeia não mais parece do que uma simples areia face à tempestade do orçamento português.
Mas por cá, as vozes dissonantes, todas elas com a memória bem curta, bem se esforçam por denegrir o OE 2016.
O qual, em boa verdade, vai mesmo passar na Assembleia da República.

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Um elefante numa loja de porcelanas Por Jorge Fagundes Barreiro

Por Jornal Rostos

Nessa imensa loja de porcelanas a que chamam União Europeia, deu entrada um pequeno elefante denominado Orçamento Geral do Estado Português para 2016, o qual está a causar (quem o diria!!) muitas reservas e soberanas reticências.
Um senhor holandês, de nome complicado (Dijssebloen), a quem até dou o benefício da dúvida quanto a saber onde fica Portugal, veio a público afirmar “que existem preocupações graves com Portugal”.
É claro que tais preocupações não existem em relação a outros países, designadamente a França e a Itália que já disseram ,alto e bom som, que são países soberanos e que Bruxelas não tem que meter o bedelho nos seus orçamentos.
Aqui bem ao lado, o senhor Rajoy, à espera de ser substituído como Chefe do Governo espanhol, também já mostrou a sua hermana aflição devido a um aumento dos juros na divida portuguesa. É certo que quando os mesmos desceram nem deu por isso!!.
Mas quanto a este senhor bem se pode aplicar o que Cristo disse quanto à preocupação com o argueiro no olho do vizinho e nada mesmo com a trave existente no seu.
E a aparente caminhada para a saída do Reino Unido da União Europeia não mais parece do que uma simples areia face à tempestade do orçamento português.
Mas por cá, as vozes dissonantes, todas elas com a memória bem curta, bem se esforçam por denegrir o OE 2016.
O qual, em boa verdade, vai mesmo passar na Assembleia da República.
Com a esperança da maior parte dos portugueses quanto à sua execução contra tudo e contra todos, muito em especial dos donos da loja de porcelanas.

Jorge Fagundes

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