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Deixem-nos em Paz!Por Manuela Fonseca
Barreiro

Deixem-nos em paz, catastrofistas e cheios de prosápia que nada valem! Deixem-nos em paz, modestos e ordeiros portugueses que queremos sossego e qualidade de vida! E a Oposição (?) que melhore da verborreia; fica-lhe mal tanto dislate.

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Deixem-nos em Paz! Por Manuela Fonseca Barreiro

Por Jornal Rostos

(N)A Alemanha estão / está a abusar de nós. Quando não é o seu Ministro das Finanças, Schauble, é outro qualquer que nos provoca, portugueses, por causa da situação financeira em que nos encontramos: é um novo resgate, são mais sacrifícios para a população, é uma multa qualquer por causa do défice excedentário por dois décimos, em 2015.
Schauble, então, devia consultar com urgência um especialista em saúde mental, já que tenta sempre abocanhar-nos e cuja cabeça nunca o deixará descansar, obcecado connosco. Nada distrai o homem? Não tem livros para ler, filmes para ver, concertos, peças de teatro e jogos da Selecção do seu país a que assista? Fraca cultura de quem possuirá as circunvoluções cerebrais transformadas em euros e castigos (?) para os que não podem ser tão prósperos como na Alemanha.
Será portador de um recuo histórico de dezenas de anos e, não dando pelas mudanças no mundo, pensa que ainda vai dominá-lo; milhões de cidadãos de regiões da Europa a jeito para ele estar sempre a incomodá-los. Nasceu sem humanidade, aprendeu mal História e Geografia e ficou o bronco que, a qualquer momento, nos ameaça.
Já viu as montanhas e praias portuguesas, a nossa afabilidade e poder de comunicação? Já comeu cozido e bacalhau com batatas? Faça-o urgentemente. Para melhorar a maneira de se olhar e de olhar outrem, para verificar que os povos são diversos, plurais, os locais onde vivem também. Que gostam das suas terras, detestam achincalhamentos, materiais ou outros, que têm direito à felicidade.
Ele e os outros que pensam similarmente – destilam ódio e veneno contra uma gente, honrada e simples, que somos nós. Como elementos da Comissão Europeia (?) que tentam, a todo o custo, prejudicar-nos, como um tal Director-Geral do Mecanismo Europeu de Estabilidade (do quê?), um Klaus Regling que, certamente, nunca teve dificuldades na vida, para além de nunca levantar a cabeça (?) para a beleza do Céu. Beleza na qual, sem ofensa para os animais referidos, uma galinha ou um burro também nunca terão reparado. Devido à sua natureza.
Que falta de chá acompanha esta gentalha! Agora força as ameaças porque temos um Governo de Esquerda, acompanhado por duas forças partidárias da mesma área – fazem comichão a neoliberais e piores, ainda, do que eles? É por a “Gerigonça” coordenar, no momento, felizmente, os destinos do País? Mas, como diz o professor Galopim de Carvalho, “anda”, ao contrário do “Caranguejo” – acrescento – que nos desgovernou nos últimos quatro anos e tantos danos e aflições provocou a grande parte da população.
Quando, no início da década de cinquenta do século passado, foi perdoada (e muito bem) uma significativa parte da dívida alemã, começou a criar-se, não um monstro (há vários, Senhor Professor Cavaco Silva), no presente sem dó nem piedade que, com o apoio de poderosos e lambe-botas, engordou, engordou; já nem cabe na roupa nem sabe o que há-de fazer à arrogância bacoca que, no seu uivo, tudo e todos quer abocanhar, sobretudo os mais frágeis, sob o ponto de vista monetário.
Deixem-nos em paz, catastrofistas e cheios de prosápia que nada valem! Deixem-nos em paz, modestos e ordeiros portugueses que queremos sossego e qualidade de vida! E a Oposição (?) que melhore da verborreia; fica-lhe mal tanto dislate.
(Queremos isso, bem como mais postos de trabalho e diminuição da pobreza. É muito, seus brutos?)

Manuela Fonseca

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