Saltar para o conteúdo
Colunistas

Notas soltasPor Jorge Fagundes
Barreiro

Durante muitos e muitos anos bem podia ser, como o foi, considerado o jardim mais bonito do Barreiro.
Com coreto e tudo, agora muito raramente utilizado. E um pequeno lago. E as flores dispersas pelos vários canteiros eram mesmo um regalo para a vista.
Hoje, raras são as flores, a relva e o lago, assim, assim, as suas ruas em muitas más condiçõe

3 min de leitura
Notas soltas Por Jorge Fagundes Barreiro

Por Jornal Rostos

1 – Os tempos não estão para flores

Aqui há não muito anos atrás possuía a então freguesia do Barreiro três espaços arborizados e ajardinados,a saber:

a) O Parque

Mudando, ou não, de nome , o Parque, a exemplo de outros locais, continuará a ser conhecido como tal.
Durante largos tempos até foi considerado como um dos pontos de referência do Barreiro. Bem ajardinado, com canteiros de variadas e belas flores e a relva nas devidas condições, era um local de encontro dos barreirenses, em especial dos mais jovens. Quantos e quantos namoros ali se fizeram, muitos acabando em casamento, ou se desfizeram?
Como bem me recordo dos meus tempos de juventude, com outros rapazes desse tempo, às voltas e mais voltas, a tirar água à nora, como o dizíamos, enquanto se olhava para as raparigas sentadas nos vários bancos.
E a “ilha”, com a sua esplanada sempre cheia e bem frequentada, o lago, os patos, os cisnes e os peixes. Bem recente o lago voltou a ter água e um repuxo (inexistente nesses tempos).
E, diga-se em abono da verdade, que já voltou a ter a preferência de muita gente, idosos e crianças a brincar.
Canteiros bem arranjados e floridos e relva bem tratada, nem por isso!

b) – O jardim dos Franceses

Durante muitos e muitos anos bem podia ser, como o foi, considerado o jardim mais bonito do Barreiro.
Com coreto e tudo, agora muito raramente utilizado. E um pequeno lago. E as flores dispersas pelos vários canteiros eram mesmo um regalo para a vista.
Hoje, raras são as flores, a relva e o lago, assim, assim, as suas ruas em muitas más condições.

c) A Avenida da Praia

Tal como o Parque, outro exemplo de que os nomes que lhe deram, foram dados, pronto! É a Avenida da Praia e basta.
Daqui se vislumbre uma das melhores vistas sobre Lisboa, que estarão ameaçadas se o tal porto de contentores se vier a expandir para os lados da piscina!
Está bem arborizada, mas, quanto a canteiros floridos, onde param?
E os espaços arrelvados cada vez são mais terreno seco!.

2 – O monumento de autoria de Malangatana

Implantado ao fundo da Avenida Alfredo da Silva, na dita Praça da Amizade, constitui uma obra de arte notável.
À sua volta existe um largo espaço arrelvado, ou melhor, que já o foi. Na verdade a relva, por falta de rega ou à espera da chuva que tarda, está numa lástima, quase em vias de extinção.
E algumas das lâmpadas dos candeeiros das redondezas teimam em permanecer apagadas!

Jorge Fagundes

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção