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Vigiar e intervir antes de ser tarde demais!Por Nuno Banza
Barreiro

Sempre tive a certeza que o que resolve um problema são soluções, e não encontrar culpados! Encontrar os culpados pode até ser importante, mas o mais importante sem dúvida, para resolver problemas é encontrar soluções!

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Vigiar e intervir antes de ser tarde demais! Por Nuno Banza Barreiro

Por Jornal Rostos

Comecei a trabalhar com os serviços florestais e na prevenção de incêndios, há mais de 20 anos, área onde trabalhei por mais de uma década!
Sempre tive a certeza que o que resolve um problema são soluções, e não encontrar culpados! Encontrar os culpados pode até ser importante, mas o mais importante sem dúvida, para resolver problemas é encontrar soluções!
E por isso, não vou discorrer ostensivamente sobre o muito que me vai na alma, nem sobre os responsáveis ou irresponsáveis desta vaga de incêndios que assolou o país!

É verdade que não vamos resolver o problema do ordenamento da floresta - e da área de ocupação urbana no mundo rural - de um dia para o outro!

E é verdade que não conseguimos ter meios para combater qualquer número e dimensão de fogos - embora muitas das ignições sejam resultado de fogos anteriores pelo fenómeno de dispersão de material incandescente – e por isso são consideradas sequelas de fogos primários!
Mas se sabemos isto, precisamos de fazer já duas coisas, enquanto não resolvemos o problema de fundo:

1 - colocar pessoas no mundo rural, ocupando espaços de observação (os atuais postos de vigia) e criando novos, com meios adequados e existentes (binóculos infravermelhos, câmaras térmicas, etc.), recorrendo a Guardas Florestais, Militares da GNR e de outros ramos, ou mesmo pessoas contratadas para o efeito, que assegurem vigilância e deteção precoce permanente, nos momentos mais críticos;

2 - dotar os concelhos, as freguesias e as aldeias, de meios de combate precoce, como sejam pequenas viaturas com kits de 1a intervenção, junto das populações, e que possam ser mobilizados em tempo oportuno e que evitem que os fogos atinjam as dimensões incontroláveis.

Certamente que é possível contar com as autarquias, as Comissões de Gestão de Baldios, as Associações de Moradores, Instituições Particulares de Solidariedade Social, entre muitas outras, que ainda vão tendo raízes no mundo rural! Dar-lhes formação e estimular a sua participação ativa na vigilância e primeira intervenção! São eles, que lá vivem – os que ainda lá vivem - que melhor conhecem o território e as suas caraterísticas! E são também eles que mais sentem e percebem a importância da intervenção precoce!
Estamos a falar de custos ridiculamente baixos, comparados com os custos de combate, já para não falar das perdas materiais - porque as de vidas humanas não se conseguem quantificar!

E enquanto isso, é preciso trabalhar para resolver o resto!
Tinha muito mais para dizer, mas neste momento, simplesmente não me apetece! E porque por agora não serviria de nada!

Nuno Banza

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