Cada cor, seu paladar!Por Jorge Fagundes
Barreiro
Isto é: tal como o eram os velhos bananins, a cada cor (política!) o seu paladar

Por Jornal Rostos
Aqui há muitos anos atrás vendia-se no Barreiro, bem como nos barcos que nos ligavam a Lisboa, uma espécie de rebuçados envolvidos em papéis de várias cores, a que se dava o nome de bananins.
A cada uma dessas cores correspondia um sabor diferente.
Por isso, quem os vendia, apregoava: cada cor, seu paladar.
Como é sabido, no passado dia 01 de Outubro realizaram-se em Portugal eleições autárquicas.
A partir destas, e por vontade soberana dos eleitores, na maior parte das Câmara e das Freguesias, à força vencedora foi atribuída uma maioria absoluta.
Não entrando na discussão quanto às vantagens e inconvenientes das maiorias absolutas, verifica-se, tanto quanto se conhece e não só a nível local, a aparente disparidade de critérios quanto à formação dos respectivos executivos.
Ou seja, quem venceu sem maioria absoluta teve de se “aliar” a quem perdeu para poder contar com executivos estáveis.
E assim apareceram, sem qualquer uniformidade de critérios, as “alianças” mais diversas e mesmo estranhas.
Isto é: tal como o eram os velhos bananins, a cada cor (política!) o seu paladar.
Jorge Fagundes













