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As prendas do Pai NatalPor Jorge Fagundes
Barreiro

Mesmo assim, não deixa de ser curioso que muitos bons adultos ainda continuem a manter o seu acreditar no Pai Natal.
Por exemplo, aqui no nosso Barreiro por mais de uma vez tem sido objecto de crenças, de ilusões e de desgostos.
Sem caráter exaustivo, vamos por partes: a terceira travessia Lisboa-Barreiro foi muito desejada, esperada, programada, mas o Pai Natal parece ter sido mais sensível aos argumentos dos nossos vizinhos do Montijo. E no sapatinho deles entregou a prenda.

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As prendas do Pai Natal Por Jorge Fagundes Barreiro

Por Jornal Rostos

O Pai Natal, mítica figura talvez inspirada na pessoa de S. Nicolau e celebrizada nos anos trinta num anúncio da Coca Cola, continua a ser uma personagem atrativa em cada Natal que passa.

Para além das cartas que as crianças lhe escrevem a pedir prendas e a afirmar que foram muito boazinhas nesse ano, aparece por todo o lado, barrigudo e de longas barbas brancas, em especial nas grandes superfícies, a distribuir prendinhas e a tirar fotos com a miudagem.
Em boa verdade, com o surgimentos das novas tecnologias, pouco a pouco estará a perder a sua credibilidade.
Mesmo assim, não deixa de ser curioso que muitos bons adultos ainda continuem a manter o seu acreditar no Pai Natal.

Por exemplo, aqui no nosso Barreiro por mais de uma vez tem sido objecto de crenças, de ilusões e de desgostos.
Sem caráter exaustivo, vamos por partes: a terceira travessia Lisboa-Barreiro foi muito desejada, esperada, programada, mas o Pai Natal parece ter sido mais sensível aos argumentos dos nossos vizinhos do Montijo. E no sapatinho deles entregou a prenda.
Depois surgiu a cidade do cinema, que, a concretizar-se, iria transformar o Barreiro numa nova Hollyood. Neste caso o Pai Natal não foi em fitas e não encontrou sapatinho apropriado para tal prenda.

De há tempos a esta parte a moda é um tal terminal de contentores para estas bandas.
Lisboa não o quer onde está, mas, à cautela, vai melhorar o existente em Alcântara. Não deixa de ser interessante o motivo dos lisboetas: o usufruto da sua margem do Tejo.
Pelos vistos os barreirenses não têm direito a também usufruírem da sua margem do rio.
Almada também não quis esse porto.

Ainda que Setúbal reúna, como já foi dito e redito, todas as condições para o efeito, que interesses, certamente económicos e de valor muito elevado, continuam a insistir no Barreiro?
Criação de postos de trabalho? Muitos poucos, na verdade, poderão ser criados.
Requalificação urbana do Barreiro? Com centenas de camiões a atravessar diariamente as nossas vias?
Pelo menos este ano o Pai Natal não se pronunciou e a “prenda” nem chegou a entrar nos seus alforges.

Prova evidente de bom senso que, mesmo sem os barreirenses serem consultados, talvez prevaleça.
Para bem do Barreiro!

Jorge Fagundes

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