Disco virado. E a música?Por Jorge Fagundes
Barreiro
Será que aqueles que defendem a soberana vontade do povo expressa em eleições, por as terem perdido, irão continuar a apoucar os seus resultados, porque as não ganharam?

Por Jornal Rostos
Passado, que foi, o chamado tempo das Festas de Natal e de Ano Novo, a vida retomou o seu curso normal.
Desapareceram as iluminações das ruas, foram-se os fogos de artifício e os concertos, cantaram-se as janeiras, e aqueles votos de Boas Festas formulados, por dever de ofício ou costume dos tempos, ficaram a aguardar alguns meses até serem de novo chamados ao palco.
E agora, que estamos num novo Ano, será que, conforme se diz, Ano Novo, vida nova?
Será que aqueles que defendem a soberana vontade do povo expressa em eleições, por as terem perdido, irão continuar a apoucar os seus resultados, porque as não ganharam?
Ou seja: perdemos, não vale!
Será que aqueles que as ganharam continuarão a desprezar tudo o que de bom foi executado por quem os antecedeu?
Ou seja: não fomos nós, não presta!
Será que todos, afirmando alto e bom som, que o seu intuito corresponde ao bem estar do povo, só porque esse povo neles não votou, irão colocar de parte as guerrilhas institucionais?
Será que os media, que se querem- e se afirmam- imparciais, o vão mesmo ser?
Será que a Justiça, como fiel de uma balança com dois pratos, os irá manter equilibrados?
E muito mais se poderá dizer quanto às expectativas que um Ano Novo sempre cria.
Se houver mudanças para melhor, ainda bem.
Mas se tudo ficar como dantes, então bem se poderá afirmar que mudou o disco, mas a música tocada continuou ser a mesma.
Jorge Fagundes













