A palavra da moda!Por Jorge Fagundes
Barreiro
Quem se não lembra da frase “na medida em que” ou das palavras “evidentemente” ou “nomeadamente”?
Ora, recentemente, entrou no nosso vocabulário uma palavra oriunda do latim (resilentia).

Por Jornal Rostos
Sim, a palavra resiliência!
Consultando dicionários mais antigos não encontrei a ela qualquer menção.
Mas, vá lá saber-se porquê, até tem direito a um programa europeu e faz parte do falar de quase todos os portugueses.
É moda, toca a bem a dizer, a propósito ou não.
Por causa desta novidade e porque, felizmente, não tenho a memória curta, lembrei-me que a 12 de Dezembro de 1976 se realizaram as primeiras eleições livres para as nossas autarquias.
E assim um conjunto de nove barreirenses (por nascimento ou por adopção) foram eleitos para constituir o executivo camarário no triénio 1977/1979.
Quem nesse tempo já era mais crescido ainda não se deve ter esquecido do estado em que o Barreiro se encontrava.
Apenas como exemplo: as ruas esburacadas e muitas sem passeios, recolha deficiente do lixo, problemas no abastecimento de água e na rede de esgotos.
E uma Câmara sem recursos financeiros para pagar os vencimentos aos seus trabalhadores e o gasóleo para os autocarros não pararem!
Assim sendo, não é que aqueles nove recém eleitos (apetece-me chamar-lhes idealistas), demonstraram uma grande capacidade de superar os problemas?
Ou seja: Hélder Madeira, José Batista, Carlos Maurício, Joaquim Serralheiro, Joaquim Matias, Vítor Hugo Nunes, Jorge Fagundes, António Joaquim Nunes e Jesuíno Matoso foram os resilientes da altura?
Quem diria!!
Jorge Fagundes













