NÃO CONTEM COMIGOPor Emanuel Góis
Barreiro
Tenho esse direito. O meu estatuto enquanto cidadão permite que o tenha.

Por Jornal Rostos
Dizer de quem gosto e dizer de quem não gosto. A liberdade de opinião, o direito à livre expressão não vêm em almanaques políticos nem em dogmas institucionais e religiosos.
Não me venham com as tretas do costume. Do politicamente correcto. Das igualdades fantasiosas. Igualdade sim, para quem merece e retribui. Querem respeito? Querem atenção? Lutem como os demais cidadãos. Trabalhem. Respeitem os outros. Aprendam a ser civilizados e a ser dignos e cumpridores das regras da cidadania. Assim, têm a minha admiração. Caso contrário, lixo para a lixeira. Lixeira para quem goza na minha cara.
Choro cada cêntimo de que sai dos meus impostos para alimentar parasitismos.
Fico alterado quando vejo homens e mulheres de madrugada a apanharem transportes para irem trabalhar em condições, muitas delas, advinha-se, degradantes para alimentar a família e ganhar uns míseros euros, enquanto outros…é isso, sinto “calores” dos risos na minha cara. E não tolero.
Chamem-me os nomes que entenderem.
Não acompanho os muitos que gostam de ir à missa para se darem bem com Deus e com o Diabo e arranjar todos os pretextos para olearem a imagem pública. Para ficarem bem na fotografia social e, obviamente, politica
Eles sabem que as correntes que percorrem as redes sociais e os meios de comunicação vão na onda. Ficar bem com todos é lema e o discurso tem de ser cauteloso, pois, lá bem no íntimo, o que querem é que não os aborreçam. Mexer em situações que são imperiosas e urgentes mexer, alto, que isso pode ser perigoso. E há que continuar a andar por aí nos corredores… Sem chatices. E o tema, o de acabar com certos privilégios e privilegiados é arriscado. E assim, uns amocham e outros gozam. E vão continuando a gozar.
Não, se já não navegava nessas águas, arrumei o barco. Afundei-o.
MAS, COMIGO, NÃO CONTAM. CHAMEM-ME O QUE QUISEREM.
Emanuel Góis













