PSICOTERAPIA E SUAS VISSICITUDES(ADESÃO, FREQUÊNCIA E ABANDONO NAS SESSÕES)
Por Rui Grilo
Barreiro
Durante as sessões de psicoterapia, o paciente é encorajado a falar sobre seus sentimentos, pensamentos e comportamentos, sendo que o terapeuta ajuda a identificar padrões de pensamentos ou comportamentos negativos que podem estar a contribuir para a permanência da problemática.

Por Jornal Rostos
No centro deste processo de apoio e ajuda, está a relação que se estabelece entre paciente e terapeuta, assente na empatia e em mecanismos relacionais que estão em constante mutação.
A psicoterapia pode ser desenvolvida individualmente, em grupo ou em família, dependendo do tipo de problema que está a ser trabalhado. Existem várias abordagens de psicoterapia, incluindo a psicanálise, a terapia cognitivo-comportamental, a terapia interpessoal, ...
A psicoterapia pode ajudar as pessoas a lidar com diversas problemáticas, como a depressão, ansiedade, transtornos alimentares, vícios, problemas de relacionamento, fobias, ataques de pânico, entre outros.
O tratamento pode ser de curto, médio ou longo prazo, dependendo das necessidades do paciente.
A frequência das sessões em psicoterapia é um fator importante a ser considerado, pois pode afetar diretamente o processo terapêutico e os resultados alcançados pelo paciente.
Em geral, a frequência das sessões é definida pelo terapeuta em conjunto com o paciente, levando em conta diferentes fatores, como a natureza do problema, a disponibilidade do paciente, o tipo de abordagem terapêutica utilizada, ...
Uma frequência maior de sessões pode trazer benefícios, como uma maior continuidade e aprofundamento do processo terapêutico, possibilitando uma maior compreensão e resolução dos problemas do paciente.
Por outro lado, uma frequência menor pode ser mais adequada para pacientes que precisam de mais tempo para processar as informações e emoções trabalhadas na terapia.
É importante ressalvar que não existem regras fixas em relação à frequência das sessões em psicoterapia, e que cada caso deve ser avaliado individualmente pelo terapeuta e pelo paciente. O importante é que a frequência das sessões seja definida de forma a melhor atender às necessidades e objetivos do paciente.
A duração de cada sessão também pode variar de acordo com o terapeuta e as preferências do paciente, geralmente durando entre 45 minutos e uma hora. É importante ter em mente que a psicoterapia é um processo que pode levar tempo e é necessário ter uma abordagem consistente para alcançar os resultados desejados. Portanto, é importante comparecer às sessões regularmente para que o tratamento possa progredir.
Além disso, a frequência das sessões também pode depender da gravidade dos sintomas e da intensidade do tratamento necessário. Por exemplo, pacientes que sofrem de condições mais graves, como transtornos alimentares ou transtornos de personalidade, podem precisar de sessões mais frequentes para lidar com seus sintomas.
Outro fator que pode afetar a frequência das sessões é o tipo de abordagem terapêutica utilizada. Algumas terapias, como a terapia cognitivo-comportamental, são projetadas para serem usadas de forma breve e focam na resolução de problemas, o que pode permitir sessões menos frequentes.
Outras terapias, como a psicodinâmica, envolvem uma exploração mais profunda de experiências passadas e traumas, o que pode levar a sessões mais frequentes.
O abandono nas sessões de psicoterapia é um problema comum que pode ter implicações negativas para o paciente e para o processo terapêutico. É importante entender as razões por trás do abandono para poder prevenir e abordar esses problemas.
Uma das principais razões para o abandono da terapia é a falta de comprometimento do paciente. Alguns pacientes podem estar relutantes em participar plenamente na terapia, ou podem não estar dispostos a colocar em prática as sugestões do terapeuta. Quando isso acontece, o paciente pode ficar frustrado com a falta de progresso e pode optar por abandonar o processo de terapia.
O abandono também pode ocorrer quando o paciente não está confortável com o terapeuta. Por exemplo, o paciente pode não confiar no terapeuta ou pode sentir que não há uma sintonia adequada entre eles. Nesses casos, o paciente pode não se sentir à vontade para compartilhar seus problemas e pode optar por abandonar o processo terapêutico.
Problemas financeiros também são comuns entre aqueles que abandonam a terapia. Algumas pessoas podem não poder arcar com os custos da terapia, mesmo que tenham percebido que precisam do tratamento. Isso pode fazer com que abandonem as sessões de psicoterapia.
Também a falta de tempo ou de disponibilidade poderá ser um motivo para o abandono. Alguns pacientes podem ter compromissos que os impedem de comparecer às sessões de terapia, ou a terapia pode ser interrompida em momentos de grande stress ou crise pessoal, quando eles podem ter dificuldade em ceder parte do seu tempo para a terapia.
Por fim, alguns pacientes acabam por abandonar a terapia porque já atingiram seus objetivos terapêuticos. Nestes casos, o paciente deve abrir um diálogo honesto com o terapeuta, para avaliar até onde chegou e para decidir juntos se a terapia deve ser interrompida ou não.
Em resumo, o abandono nas sessões de psicoterapia pode ser explicado por diversos fatores, incluindo a falta de comprometimento do paciente, problemas de relacionamento com o terapeuta, questões financeiras e falta de tempo ou disponibilidade. É importante que o terapeuta e o paciente trabalhem juntos para identificar e abordar esses problemas, de modo a prevenir o abandono terapêutico.
Em conclusão, há diversos fatores que podem fazer com que a frequência das sessões de psicoterapia seja interrompida. É importante que o paciente e o terapeuta trabalhem juntos, para encontrarem uma abordagem que funcione melhor para o paciente, e para lidar com obstáculos que possam surgir durante o tratamento.
Um bem-haja
Rui Grilo -
Psicologia & Notas Reflexivas













