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Colunistas

A última medalha(conto)
Por Jorge Fagundes
Barreiro

No longínquo reino da Alburricalândia, sito entre os montes Himalaias, Sua Majestade o Rei Salomão, o Magnífico, completou, no passado dia trinta de Maio, cinquenta anos de reinado.
Em boa verdade o Rei era muito estimado pelo Povo, que devido a obras por ele realizadas vivia feliz e sem problemas de maior.

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A última medalha (conto) Por Jorge Fagundes Barreiro

Por Jornal Rostos

Por querer festejar os seus cinquenta anos de reinado Salomão convocou o Conselho Real para uma audiência na sala nobre do palácio real.
Estando presentes os trinta elementos componente do Conselho, Salomão disse-lhes que pretendia comemorar o cinquentenário do seu reinado atribuindo uma medalha de ouro, com a sua efígie, a cinquenta ilustres cidadãos do reino por eles escolhidos.
E acrescentou que dentro de dez dias queria ver. e aprovar, a lista dos futuros premiados.
Os membros do Conselho Real reuniram-se diariamente e. ao nono dia, apenas tinham o nome de quarenta e nove cidadão a quem consideravam ser merecedores da medalha real.
Ao décimo e último dia do prazo voltaram a reunir e, por mais voltas que dessem, não conseguiam descortinar a quem seria atribuída a última medalha.
A sala de reuniões ficava no quinto andar do palácio e tinha uma vista privilegiada da cidade.
Assim, numa ligeira pausa para beberem um sumo de laranja os Conselheiros viram que numa ruela, apenas daquele lugar visível, um homem de certa idade estava a varrer cuidadosamente o passeio em frente da sua modesta habitação.
"Quem será aquele cidadão tão cuidadoso com a limpeza urbana?"
Mandaram um oficial da guarda real indagar e ficaram a saber que se tratava de um emigrante português há muitos anos a residir na cidade e com família ali constituída.
E desta forma, por um mero acaso, foi atribuída a última medalha real!.

Jorge Fagundes

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