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Colunistas

A arte de mal buzinarPor Jorge Fagundes
Barreiro

Nos tempos em que os automóveis não tinham sirenes o Infante D. Afonso de Bragança conduzia o seu carro pelas ruas de Lisboa e gritava “arreda, arreda” para as pessoas se afastarem. E por tal ficou conhecido como “O arreda”.
Posteriormente os automóveis passaram a ter buzinas e piscas.

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A arte de mal buzinar Por Jorge Fagundes Barreiro

Por Jornal Rostos

Em tempos mais recentes o então Presidente do Conselho de Ministros vinha conversar em família na RTP. Pois passou a dizer-se que ele piscava para a esquerda mas virava para a direita.
Presentemente o uso do buzinar parece ter-se tornado uma moda.
Mal um automóvel para desembarcar um dos seus ocupantes os condutores dos veículos que o seguem desatam todos a buzinar.

As ambulâncias e os carros dos bombeiros, devidamente identificados, transitam nas nossas ruas, dia ou noite, com as sirenes a tocar continuadamente.

Assustam os passantes e quem em casa está e há quem diga que também prejudicam os doentes que seguem nas ambulâncias.
Ou seja: com o decorrer dos tempos em vez do “arreda, arreda” o buzinar a toda a hora e momento está consagrado!

Jorge Fagundes

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