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Colunistas

AOS DOMINGOS TAMBÉM SE ESCREVEPor Paulo Calhau

É o melhor espaço da Noite Barreirense. Para mim e para muitos mais. Pelos sons, pelas cores, pelas gentes.
Beber um copo, conviver, fazer e reforçar amizades.
Fruir as Jam Sessions.


24 de Janeiro de 2008. 21 horas. Ao que consta vai , finalmente decorrer uma Assembleia-Geral do meu Futebol Cube Barreirense.
Para saber novidades – das contas, dos projectos, das realizações em curso.


Parece que a decisão está tomada. O Barreiro vai ser contemplado (beneficiado?) com uma ponte ferro-rodoviária.
Fiquei feliz!
Acredito que o Barreiro terá aqui uma excelente mola impulsionadora para um impulso desenvolvimentista e renovador.

6 min de leitura
AOS DOMINGOS TAMBÉM SE ESCREVE Por Paulo Calhau

Por Jornal Rostos

Exagero

O professor universitário, sociólogo e colunista do Público António Barreto, escreveu no seu “Retrato da semana” de há uma semana: “Não sei se Sócrates é fascista. Não me parece, mas, sinceramente, não sei.”
O autor daquelas palavras – superiormente inteligente como é – deixou em aberto mais do que uma interpretação possível da forma como vê e partilha com os seus leitores, a concepção e a prática políticas do actual Primeiro-Ministro de Portugal.
Não gosto do estilo de José Sócrates, da sua vaidade, da forma como geriu o dossier relativo à duvidosa legitimidade da sua licenciatura – e aqui o escrevi em momento que julguei oportuno.
Mas confesso que – ainda que independente no plano partidário, mas eleitor no Partido Socialista desde há duas décadas e crítico de algumas áreas da governação – não subscrevo a interrogação inquieta e a convicção subliminar de António Barreto.
E lembrei-me, como ele próprio não terá certamente esquecido que nos anos 70, ele próprio fora de forma grotesca e inapelável invectivado de fascista – pelo PCP e pela extrema-esquerda – enquanto responsável pela Reforma Agrária.
Ontem, como hoje, as Reformas são necessárias e, dizem os mais sábios, fundamentais para o desenvolvimento e a sobrevivência de Portugal enquanto Estado-Nação independente.
Ter coragem e exercer autoridade – enquanto responsável político – não está ao alcance de qualquer um e não significa, necessariamente, menor cumprimento dos mais elementares princípios democráticos.
Aprecio a combatividade de Sócrates, a convicção de Sócrates. Mas concordo que existe um “ambiente autoritário e de subserviência” [palavras de José Pacheco Pereira] que me perturba, me incomoda e com o qual me não identifico. Digo mais: com o qual me não revejo, e distancio.
Há um esforço reformista na governação de Portugal. Que é de louvar. Mas que não deverá esquecer dois imperativos cruciais: a diminuição das desigualdades e a procura de maior coesão social. Será isso conciliável? Terá Sócrates o perfil democrático e o talento político necessários? Não me parece, mas, sinceramente, não sei.
Arranja-se por aí melhor? Pois que apareça. Eu aplaudirei...

Porquê?

Meireles, Presidente de Câmara da virtual (?) Vilanova – personagem excelentemente interpretada por Nicolau Breyner em Call Girl, filme bem interpretado e ritmado, mas não mais que isso – também queria um hospital para a sua terra.
Alfredo Monteiro, Presidente da Câmara do Seixal, porfiou e conseguiu. O Seixal também terá o seu hospital.
Ele está preocupado com os atrasos. Eu, com a opção. Depois explico.

Em consciência

“Muitos amigos me tentaram convencer a não escrever este artigo [“Três mistérios e um banco” – Luís Campos e Cunha, Público de 11 de Janeiro], pois para quê meter-me numa guerra, cheia de mistérios, que não é minha? O que é que tenho a ganhar? Nada. Apenas que não me consigo calar quando alguém [Vítor Constâncio, Governador do Banco de Portugal] – decente e corajoso – é atacado de forma vil e injusta. Tudo o resto são guerras partidárias e lutas de sociedades semi-secretas. E não me interessam.”
Também me meto, aqui e acolá – porventura cada vez mais – em coisas que (aparentemente) me não dizem respeito. Mas, a decência e a coragem que Luís Campos e Cunha reconhece e admira em Vítor Constâncio, são também algumas das virtudes que muito prezo, no meu ordenamento e escala de valores – decorrentes da minha educação e do meu percurso de cidadania.
É confortável ser assim? Nem sempre!
Mas vale a pena? Claro que sim!

Be Jazz Café

A noite de passagem de ano foi inolvidável – com os amigos António Caboz e Ana Carrasquinho em grande nível.
É o melhor espaço da Noite Barreirense. Para mim e para muitos mais. Pelos sons, pelas cores, pelas gentes.
Beber um copo, conviver, fazer e reforçar amizades.
Fruir as Jam Sessions.
Degustar os Concertos, como o de ontem, com o magnífico Groove Quartet, aqui e acolá enriquecido com o “apport” do competentíssimo sax-tenor barreirense Francisco Andrade. Uma noite esplêndida. Um prazer... enorme!

11 de Janeiro

Dia muito feliz para mim.
O meu filho Ricardo, a minha irmã Paula, e os amigos Jacinto Nunes, António Sardinha, Eduardo Cabrita, Sousa Pereira e Luís Ferreira da Luz, entre alguns mais, conhecem as razões. Alguns de vós sabê-lo-ão mais tarde.
Gostarei então, que partilhem comigo essa felicidade e apreciem o que tenho para vos dar.

Finalmente

Parece que a decisão está tomada. O Barreiro vai ser contemplado (beneficiado?) com uma ponte ferro-rodoviária.
Fiquei feliz!
Acredito que o Barreiro terá aqui uma excelente mola impulsionadora para um impulso desenvolvimentista e renovador.
A centralidade do Concelho na Margem Sul da Área Metropolitana de Lisboa será agora mais substantiva.
A expansão populacional inverterá o declínio reafirmado pelos últimos censos.
As consequências económicas, sociológicas, culturais e desportivas, serão inevitáveis e previsivelmente favoráveis.
Não tenho certezas. Mas acredito que nos saiu a Lotaria. Curiosamente na mesma semana em que a Comunicação Social local divulgou um conjunto interessante de obras públicas a decorrer no Concelho do Barreiro. De paternidade repartida entre o anterior e o actual executivos, mas cujo reflexo eleitoral em 2009 deverá beneficiar o PCP e “penalizar” o PS. Injusto? Claro que sim!
Mas se o PS perdeu em 2005 por culpa própria...

Já era tempo

24 de Janeiro de 2008. 21 horas. Ao que consta vai , finalmente decorrer uma Assembleia-Geral do meu Futebol Cube Barreirense.
Para saber novidades – das contas, dos projectos, das realizações em curso.
Para confrontar – o presidente e a sua direcção.
Para aplaudir – se razão houver.
Para criticar – obviamente!
Sou assim. Que outros me acompanhem...

Barreiro, 13 de Janeiro de 2008
Paulo Calhau
(paulocalhau@netcabo.pt)

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