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AOS DOMINGOS TAMBÉM SE ESCREVEPor Paulo Calhau
“Só Barreiro”

No âmbito da discussão pública que decorre desde 14 de Janeiro, conto assistir às revelações que o arquitecto catalão Joan Busquets tem para nos oferecer, na tarde/noite de 8 de Fevereiro, no Auditório da Biblioteca Municipal. E, caro leitor, se me permite a sugestão, não se esqueça de estar presente!

Tenho para mim que o PS apenas tem um candidato barreirense com capacidade para vencer o PCP. Que não participará certamente na próxima pugna partidária. Quererá ele ser candidato? Poderá ele ser candidato? Seria o meu candidato. Teria o meu voto.

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AOS DOMINGOS TAMBÉM SE ESCREVE Por Paulo Calhau “Só Barreiro”

Por Jornal Rostos

NO CENTRO DA CIDADE

A visita à exposição “Centro do Barreiro”, patente na Galeria Municipal, saldou-se por alguma frustração e desilusão. Mas, ainda assim, reconheço e louvo o esforço que a CMB vem desenvolvendo no sentido de atrair o projecto à participação dos munícipes barreirenses.
Pode aí ler-se que a “Renovação urbana projecta Barreiro do Séc. XXI”. Bem precisamos. Da efectivação dessa e de outras realizações. Acredito que o Barreiro pode sair da letargia, do marasmo e da decadência das últimas décadas. E que a avenida onde moro adquira a honra, o destaque e a beleza a que tem direito.
No âmbito da discussão pública que decorre desde 14 de Janeiro, conto assistir às revelações que o arquitecto catalão Joan Busquets tem para nos oferecer, na tarde/noite de 8 de Fevereiro, no Auditório da Biblioteca Municipal. E, caro leitor, se me permite a sugestão, não se esqueça de estar presente!

AFINAL…

Alguns dias antes da Assembleia-Geral do FC Barreirense realizada na noite de quinta-feira, tinha-me sido dito que um associado do clube, outrora com responsabilidade nos Órgãos Sociais, se preparava para confrontar Manuel Lopes acerca da sua gestão – desportiva, financeira, patrimonial. Afinal, o cavalheiro nem sequer compareceu, o que de resto vem acontecendo de há vários anos a esta parte. A montanha pariu um rato – mais uma vez.
As dezenas de sócios presentes ouviram as habituais referências de Manuel Lopes às dificuldades financeiras do clube – verdadeiras –, e às obras em curso – prometidas. Mas, a massa crítica barreirense – desaparecida em parte incerta – primou mais uma vez pela ausência. E fomos poucos, os que o interpelámos acerca de questões tão fundamentais como o rigor e a transparência da gestão financeira e patrimonial.
Em Março, na próxima Assembleia-Geral, a cena repetir-se-á. Em Abril, comemoraremos 97 anos. E, pouco depois, teremos eleições. Como seria interessante e desejável ver uma disputa eleitoral plural. O FC Barreirense sairia sempre ganhador. Há por aí alguém disponível para o duelo?

ELEIÇÕES (2008 e 2009)

Por aquilo que me chega através da comunicação social – local e regional – o PS Barreiro está efervescente. As próximas eleições para a Direcção Concelhia poderão vir a ter vários candidatos. O que à partida é estimulante: mais participação, mais debate, mais reflexão.
Do resultado dessa eleição poderá (ou não) configurar-se o próximo candidato às Eleições Autárquicas de 2009. Eleições que, como escrevi há semanas atrás, serão dificílimas para o PS.
Tenho para mim que o PS apenas tem um candidato barreirense com capacidade para vencer o PCP. Que não participará certamente na próxima pugna partidária. Quererá ele ser candidato? Poderá ele ser candidato? Seria o meu candidato. Teria o meu voto.

EVOCAÇÃO

Apetece-me falar de dois amigos, um dos quais infelizmente já falecido.
Joaquim Pessegueiro: foi ao longo de toda a sua vida um atento e dedicado adepto do FC Barreirense. Muito interveniente nas Assembleias-Gerais do clube, tinha sempre uma observação perspicaz, uma crítica oportuna, um reparo construtivo. Era um homem simples. Por vezes mal entendido pelos seus pares. Lembrei-me dele e, sem o citar, referi-me à sua acção na última Assembleia-Geral. Sou, neste momento, e à minha maneira, o seu herdeiro e sucessor.
António Cabós: foi-lhe atribuído o prémio Rosto do Ano Cidadania. Aplaudo a decisão. Sem reservas. Habituei-me ao longo de muitos e muitos anos a ver neste ilustre barreirense um homem lutador. Por causas. Com princípios. Individuais e colectivos. Dizem-me que excelente na barra de tribunal. Amigo do seu amigo. Exemplar na dedicação a seus pais, já idosos e doentes. Com uma imensa paixão pelo Barreiro – “uma mãe de braços abertos”. E nisso, somos irmãos.

ESTRANHEZA

Desde que participa na Liga Profissional de Basquetebol (2000), o FC Barreirense tem sido invariavelmente uma das equipas com orçamento mais reduzido. Mas com um projecto de afirmação dos atletas oriundos da sua formação, área em que a actividade do Barreirense Basket tem sido magnífica, nomeadamente na vertente competitiva – supremacia esmagadora a nível a nível regional e 16 títulos nacionais na última década.
Esta época, e agora com quatro (!) atletas norte-americanos – “baratos” mas com qualidade, três dos quais no ranking dos dez melhores marcadores de pontos e com os dois melhores ressaltadores da Liga – o FCB navega teimosamente na cauda da classificação.
Esperava-se mais.
O que faz falta?
Animar a malta?
Uma grande vitória, como a de ontem contra o FC Porto?
Que mais?

Barreiro, 27 de Janeiro de 2008
Paulo Calhau
(paulocalhau@netcabo.pt)

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