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AOS DOMINGOS TAMBÉM SE ESCREVE“Um lamento, uma esperança e uma convicção”

Conheço bem a recém-empossada Ministra da Saúde do XVII Governo Constitucional, a minha amiga Ana Jorge.
É com tristeza que a vejo partir da direcção do Serviço de Pediatria do Hospital Garcia de Orta, para talvez não mais voltar. Mas é com renovada esperança que acredito na sua capacidade de reformar o Serviço Nacional de Saúde. Com competência, serenidade, inteligência e persuasão. Afinal, da forma como sempre desenvolveu a sua actividade cívica e profissional, numa carreira de mais de trinta anos de sucesso curricular e de devoção à causa pública.

Boa sorte, Ana.

4 min de leitura
AOS DOMINGOS TAMBÉM SE ESCREVE “Um lamento, uma esperança e uma convicção”

Por Jornal Rostos

TRISTE JORNALISMO
A reportagem que o Jornal do Barreiro efectuou da Assembleia-Geral Extraordinária do FC Barreirense realizada na noite de 24 de Janeiro foi, uma vez mais, um flagrante e lamentável exemplo de subserviência e mau jornalismo.
Restringir, quase em absoluto, o que ali aconteceu, às intervenções de Manuel Lopes [presidente da Direcção], omitindo outras, nomeadamente como as que eu próprio e o meu consócio José Paulo Rodrigues efectuámos, é ilegítimo e desonesto. Inaceitável!
Já se percebeu que a actual Direcção do FC Barreirense convive mal com a crítica, mesmo que construtiva. Tolera-a, porque a isso se obriga pela observância das mais elementares regras do exercício democrático, devidamente salvaguardadas pela Mesa da Assembleia-Geral. Os dirigentes mais destacados do meu clube ignoram e riem-se, é verdade que de forma discreta, das propostas daqueles que pretendem pensar, democratizar e modernizar o FC Barreirense
Só nos faltava que também da comunicação social Barreirense viessem exemplos (péssimos e reprováveis) de parcialidade e distorção da realidade. Uma lástima!

BOA SORTE, ANA
Conheço bem a recém-empossada Ministra da Saúde do XVII Governo Constitucional, a minha amiga Ana Jorge.
Com o Professor Torrado da Silva e alguns outros pioneiros, fundámos, em Dezembro de 1991, o Serviço de Pediatria do Hospital Garcia de Orta. E fizémo-lo crescer, desenvolver-se, tornar-se um dos melhores Serviços de Pediatria do nosso país.
Depois da morte de Torrado da Silva, a Dra. Ana Jorge soube honrar a memória do nosso Mestre, assumindo a direcção do Serviço até à passada 3ª feira, com uma comissão intercalar de serviço (Janeiro de 1997 a Dezembro de 2000) na presidência da Administração Regional de Lisboa e Vale do Tejo. E o nosso Serviço manteve a matriz humanista, a qualidade assistencial, a vocação pedagógica, a democraticidade interna, aprendidas e desenvolvidas com e por Torrado da Silva.
É com tristeza que a vejo partir, para talvez não mais voltar. Mas é com renovada esperança que acredito na sua capacidade de reformar o Serviço Nacional de Saúde. Com competência, serenidade, inteligência e persuasão. Afinal, da forma como sempre desenvolveu a sua actividade cívica e profissional, numa carreira de mais de trinta anos de sucesso curricular e de devoção à causa pública.
Boa sorte, Ana.

PELA REPÚBLICA
Em ano de centenário do Regicídio, vimos assistindo à publicação de um número significativo de livros, artigos de opinião e debates televisivos referentes aquela efeméride que apressou a queda da Monarquia.
Esta multiplicidade de abordagens teve, entre outros, o mérito de reacender e aprofundar a reflexão, o debate e a controvérsia acerca do exercício de D. Carlos e, também do papel da Monarquia Constitucional, em Portugal e na Europa.
As diversas abordagens históricas da Monarquia Portuguesa, ainda que suportadas em factos comuns, são muito díspares. E a avaliação dos primórdios do século XX não constituiu excepção, como se pode constatar pela leitura de autores tão importantes, mas tão distantes politicamente, como Oliveira Marques ou Veríssimo Serrão.
Mas, independentemente da oportunidade do tema, temos também assistido a algumas tentativas, inteligentes, mais ou menos circunspectas e comedidas, de branqueamento e de reescrita da História.
É tempo e responsabilidade dos republicanos – essa imensa maioria – darem exemplos e testemunhos, pela teoria e pela acção, da superioridade democrática e ética do Regime Republicano, que, mau grado algumas manifestações antigas e contemporâneas de más práticas, é o garante da Liberdade, da Democracia e do Desenvolvimento de Portugal.

Barreiro, 3 de Fevereiro de 2008
Paulo Calhau
(paulocalhau@netcabo.pt)

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