AOS DOMINGOS TAMBÉM SE ESCREVEDia a dia
Por Paulo Calhau
O (quase) monólogo foi aparentemente favorável ao Primeiro-Ministro. Por KO? Não. Por desistência do “adversário”.
A substância e consistência das suas afirmações foram como habitualmente. Pequenas.
O estilo? O comum. Arrogante, soberbo e autista.

Por Jornal Rostos
Segunda-feira: a decepção
Entrevista (?) a José Sócrates na SIC Notícias, conduzida por Ricardo Costa e Nicolau Santos. Decepcionante.
O (quase) monólogo foi aparentemente favorável ao Primeiro-Ministro. Por KO? Não. Por desistência do “adversário”.
A substância e consistência das suas afirmações foram como habitualmente. Pequenas.
O estilo? O comum. Arrogante, soberbo e autista.
O que ficou? Muito pouco. Quase nada.
Afinal, a minha discordância para com Gonçalo Rego, aqui expressa há algumas semanas, foi apenas parcialmente justa.
Terça-feira: o número do diabo
A jornada 19 da Liga Bwin de Futebol foi concluída na véspera com um Leiria x Belenenses, ganho pelos “azuis” por 2-1.
Na ficha de jogo do jornal Público refere-se uma assistência ridiculamente diminuta: 666 espectadores.
A noite estivera fria e chuvosa. Mas o Estádio Magalhães Pessoa é coberto, depois dos avultados e insultuosos investimentos ali realizados par o “Euro 2004”.
E se a Dra. Isabel Damasceno, Presidente da Câmara Municipal de Leiria, fosse responsabilizada por tão clamoroso erro de gestão, e chamada a pagar do seu bolso parte do défice do elefante branco que ajudou a erguer?
Quarta-feira: Já em Leiria, onde pernoitara, inicio pelas 8:30 a minha participação como membro do júri definido pela Ordem dos Médicos, do exame para atribuição do título de Especialista em Pediatria. Seis candidatos.
No caminho do hotel para o Hospital de Santo André, constato o processo de renovação urbana da “Cidade do Liz” decorrente do Projecto Polis. E, por uma vez mais, “retorno” ao meu Barreiro. A minha Cidade. Que quero mais moderna e atractiva. Mais bela e solidária. Renascida.
Quinta-feira: vício antigo
Confesso uma dependência pessoal, o gosto – velho mas não arcaico – pelos jornais e pelo jornalismo.
Aproveito para ler o “Região de Leiria”, semanário com 73 anos de actividade, 3700 números editados.
Paginação agradável. Bem escrito. Politicamente plural. Com espaço de opinião amplo e diversificado. Publicidade numerosa.
Apesar da “ameaça” da Net acredito que a imprensa escrita continuará a ter um papel singular a desempenhar no universo comunicacional contemporâneo.
Sexta-feira: aprovados
Conclusão dos exames. Após três dias e três noites de cerca de 36 horas de trabalho – exigente, responsável, estimulante. Portugal passa a contar com seis novos Pediatras. Competentes. Enérgicos. Promissores.
Viagem solitária pela A8, no regresso ao Barreiro. Pensamentos. Reflexões. Meus.
Como está diferente o meu País. A verdade – que os velhos do Restelo e outros profetas da desgraça tanto gostam de ignorar e desvirtuar – é que trinta e poucos de Democracia deram-nos muito: Liberdade e Desenvolvimento. Saneamento básico. Escolas. Hospitais. Vias de comunicação. Transportes. Não estamos satisfeitos? Ainda bem que não! Queremos mais e melhor? Pois claro!
Sábado: contagem decrescente
O dia aproxima-se. A ansiedade aumenta. É verdade. Faltam apenas duas semanas. Dia 8 de Março, 18 horas. No Be Jazz Café.
Lançamento do meu livro “PROVA DEVIDA - Estórias e Memórias do meu Barreirense”.
Com o acolhimento fraterno e competente do Hélder Gabriel. O piano de João Maurílio. As intervenções do António Sousa Pereira e Eduardo Cabrita. Para muitos e bons amigos. Homens e mulheres. Os jovens e os outros. Barreirenses como eu… quase todos. Está desde já convidado.
Domingo: sem derrotas
Na véspera foi o Basket, que derrotou a Lusitânea, em jornada da Liga Profissional disputada em Cantanhede. Vitória expressiva (84-70), com o contributo pontual muito escasso e irritantemente residual (4 pontos) dos atletas nacionais que integram o nosso plantel. Peso esmagador dos quatro norte-americanos que, como já referi em crónica anterior, são “baratinhos” mas utilitários.
Esta tarde, na Cova da Piedade, o empate a um golo não confirmou a subida do FC Barreirense na tabela classificativa do Campeonato Nacional de Futebol da III Divisão – Série F (4º escalão nacional). E foi pena.
Força Barreirense!
Barreiro, 24 de Fevereiro de 2008
Paulo Calhau
(paulocalhau@netcabo.pt)













