O Bloco de Esquerda e a HermenêuticaPor Jorge Paulo Cacvalho
Será que esta distribuição dos militantes, uma distribuição em Bloco, segue as mesmas regras da intervenção política do Bloco, de tal forma esotérica que se torna opaca à racionalidade?

Por Jornal Rostos
Foi tornado público, não há muito tempo, uma distribuição territorial dos militantes do Bloco de Esquerda, verificando-se então uma notável coincidência: o número de militantes, numa manifestação ímpar de congruência é, por tudo o que é sítio, múltiplo de 61.
Senão vejamos:
DISTRITO OU REGIÃO - MILITANTES - FACTOR
Açores - 122 - 2
Aveiro - 244 - 4
Beja - 122 - 2
Braga - 305 - 5
Bragança - 122 - 2
Castelo Branco - 122 - 2
Coimbra - 305 - 5
Évora - 122 - 2
Faro - 244- 4
Guarda - 122 -2
Leiria -183- 3
Lisboa - 1464- 24
Madeira - 305 -5
Portalegre -61- 1
Porto -793- 13
Santarém -244 - 4
Setúbal -732- 12
Viana Castelo -122- 2
Vila Real- 122 -2
Viseu -244- 4
Será mesmo coincidência?
Será que esta distribuição dos militantes, uma distribuição em Bloco, segue as mesmas regras da intervenção política do Bloco, de tal forma esotérica que se torna opaca à racionalidade?
Será que estamos perante uma manifestação recalcada de supressão pequeno-burguesa: não quiseram arranjar um 31, não foram suficientemente audazes, misturaram os algarismos como bons alquimistas que se prezam e modularam-se pelo 61. Bloco escondido com o 61 de fora? Fetiche?
Outra hipótese, que talvez nos faça fremir de êxtase pela esquerda, é a de que eles, o Bloco de Esquerda, descobriram mesmo uma nova posição.
Na zona da política, claro!
Honni soit qui mal y pense!
Ou será que, por causa da cor, quiseram dar azar ao Fêcêpê?
Espero que os “nossos” chefe e deputado locais nos queiram explicar isto na próxima oportunidade. Se os deuses o permitirem…
E a próxima oportunidade é Sexta-feira 13!
Jorge Paulo Carvalho













