O Bloco de Esquerda e a FactualidadePor Jorge Paulo Carvalho
Para o Bloco de Esquerda, o PCP, o PS e o PSD, para nos atermos às outras correntes mais relevantes no Barreiro, ou atraiçoam, ou mentem, ou estão à espreita para sabe-se lá que malvadez para com o povo.
Consequentemente, o BE não convive com a crítica factual.

Por Jornal Rostos
Tive oportunidade de trazer ao conhecimento dos leitores deste jornal uma pequena gaffe do dito BE (ou grande, dado que aparentemente size matters), em que conseguiram que o número de militantes pelas diversas áreas do distrito era múltipla de 61, e fi-lo, claro, de uma forma sarcástica, a única que se adequava! Na realidade, penso que é mais fácil acreditar que o tal Sr. Presidente convidava os árbitros para jantar na véspera dos jogos porque queria dar uma oportunidade de sociabilização a umas meninas pobrezinhas (usavam pouca roupita…) a quem ele procurava amparar e fazer progredir na vida, do que acreditar naquela distribuição de número de militantes.
Em relação a isto diversas pessoas conotadas com o Bloco de Esquerda enveredaram por manobras de distracção (insultos e tergiversações) para ver se desviavam a atenção do que estava em discussão para outros assuntos quaisquer.
O BE aparenta estar de Candeias às avessas com a factualidade.
Consequentemente, aquilo que de outra forma não passaria de um fait-divers entre duas bicas e uma gargalhada, começa a dar a ideia de ter alguma importância.
Também notei um fenómeno curioso: as pessoas com quem falei, cerca de duas dezenas, caracterizadas por terem uma intervenção activa na vida política do Barreiro, e de diversas formações políticas (i.e., BE, PCP, PS, PSD) não eram conhecedoras deste assunto. Uma cortina de fumo?
Ora o que eu penso que os (e)leitores gostariam de saber é:
O Expresso mentiu?
Houve algum erro ou deturpação?
Seria interessante que o BE esclarecesse isso da melhor maneira que conseguisse. Uma maneira óbvia seria tornar pública a informação que foi transmitida ao Expresso, o que permitiria então aos (e)leitores um exercício crítico e fazerem eles próprios um juízo de valor.
Na falta de informação adequada podemos estar certos que este assunto vai voltar na altura das próximas eleições.
Jorge Paulo Carvalho













