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Seria barreirense?Por Jorge Fagundes

Se os passeios da Avenida Alfredo da Silva já são tão largos, para quê torná-los maiores se nem sequer, como agora, se vai poder estacionar em cima deles?
E árvores nos passeios quando, daqui a alguns anos, vão tirar as vistas dos prédios existentes?
E a Câmara não gasta um euro que seja? Aqui há negócio!
E por aí fora, que o que antecede é apenas uma amostrinha.

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Seria barreirense? Por Jorge Fagundes

Por Jornal Rostos

No tempo em que nas escolas se estudava Camões, era certa e sabida a referência ao Velho do Restelo que,por arte e engenho do vate, assentava arraiais no Canto IV dos Lusíadas.
Esta figura personificava o pessimismo e o conservadorismo tão caros aos portugueses, em geral, e a muitos barreirenses, em particular.
Como é bem sabido, e sentido, acrescente-se, encontra-se em curso na nossa cidade uma obra importantissima denominada requalificação do centro do Barreiro.
A qual, para quem não comunga dos mesmos sentimentos do Velho do Restelo vai, seguramente, ao encontro das "necessidades de um centro urbano moderno, funcional e de qualidade que o Barreiro merece" (in informação aos munícipes da CMB).
Aqui, entra em cena o atávico pessimismo de muitos barreirenses que, nos seu comentários de via pública e/ou de café (a minha caneta puxa-me para o acrescento:só?) não se cansam de emitir vaticínios sem esperar, como um tal, que os mesmos só são fiáveis depois do jogo acabar.
Designadamente: obras concluídas em Novembro de 2008, nem pensar!
Com tantos e tão bons arquitectos portugueses, como foram encomendar a obra a um senhor catalão, de nome Joan Busquets?
Se os mercados municipais estão fora de moda, porquê construir um novo? Um espaço daqueles estava mesmo a pedir umas torres, tipo Amoreiras!

Se os passeios da Avenida Alfredo da Silva já são tão largos, para quê torná-los maiores se nem sequer, como agora, se vai poder estacionar em cima deles?
E árvores nos passeios quando, daqui a alguns anos, vão tirar as vistas dos prédios existentes?
E a Câmara não gasta um euro que seja? Aqui há negócio!
E por aí fora, que o que antecede é apenas uma amostrinha.
Ora, já que foi Álvaro Velho, do Barreiro, o cronista da viagem de Vasco da Gama à Índia, o outro Velho, o do Restelo, a ajuizar pela sua aparente e numerosa descendência barreirense, não teria sido nado e criado nesta terra?

Jorge Fagundes

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