Saltar para o conteúdo
Colunistas

Algumas notasPor Jorge Fagundes

No "Rostos" e pela pena do Carlos Alberto Correia, já passou um brilhante artigo sobre a figura desse apelidado "revolucionário romântico".
Como ainda tive a dita de o conhecer pessoalmente, quando, numas eleições legislativas intercalares em 1979,
ambos fomos candidatos pelo círculo de Setúbal, aqui deixo, também, uma referência a esse Homem.

3 min de leitura
Algumas notas Por Jorge Fagundes

Por Jornal Rostos

1ª. - Os cães não sabem ler. E os donos?

Tendo-se tornado moda ter um cão, é vê-los todos os dias e noites, a horas mais ou menos certas, a passear pelas nossas ruas.
Há-os de vários tamanhos e de diversas raças, mas todos têm um denominador comum no decurso das suas passeatas: a satisfação das suas necessidades fisiológicas.
E fazem-no em tudo quanto é sítio, deixando aos transeuntes a habilidosa odisseia de tornear os obstáculos por eles deixados.
Com o, então, contestado alargamento dos passeios da Avenida Alfredo da Silva, tornou-se mais fácil subi-los, ou descê-los, sem a desagradável surpreza de um pisar de excrementos caninos.
Aqui há pouco tempo, no que parecia ser uma louvável iniciativa camarária, pelo menos nas entradas do Parque Catarina Eufémia, foram colocados uns suportes metálicos nos quais foram colados autocolantes com a proibição de entrada a cães e a bolas.
Alguns desses autocolantes, mais propriamente os respeitantes aos cães, já desapareceram.
E como os cães não sabem ler, continuam a entrar, devidamente atrelados, no nosso Parque, onde a relva convida mesmo a despejar intestinos e bexigas.
Não seria possível a criação, por parte da Câmara, de cursos intensivos (remunerados, claro!) destinados aos donos dos canídeos, e com a finalidade de aprenderem, como se faz na Europa onde é suposto estarmos integrados, a serem civilizados?
Como monitores desses cursos poderiam ser contratados aqueles, e aquelas, barreirenses, muito poucos (as) e por isso facilmente identificáveis, que nos passeios dos seus cães já cumprem as regras.

2ª. - A morte de Palma Inácio

No "Rostos" e pela pena do Carlos Alberto Correia, já passou um brilhante artigo sobre a figura desse apelidado "revolucionário romântico".
Como ainda tive a dita de o conhecer pessoalmente, quando, numas eleições legislativas intercalares em 1979,
ambos fomos candidatos pelo círculo de Setúbal, aqui deixo, também, uma referência a esse Homem.
Com a particularidade de ter, por seu intermédio, feito um figurão quando, acabadas as lides da campanha, me transportava, de Setúbal para Lisboa, à Faculdade de Direito, conduzindo um velhinho, mas sempre bonito MG, descapotável e vermelho!

3ª. - Roteiro das memórias

Da autoria do barreirense Armando Sousa Teixeira foi publicado, recentemente, o livro "Barreiro, roteiro das memórias da resistência, do trabalho e da luta".
Sem qualquer intuito publicitário, é um livro cuja leitura, pessoalmente, recomendo.
Na página 71 do mesmo, vem referido que "no dia 28 de Maio de 1961, um grande pano-cartaz colocado na maré baixa, em Alburrica, surgiu claramente à luz do dia, mesmo em frente da estação dos barcos, dizendo: 28 de Maio é dia de luto. Fora Salazar!"
Ora, segundo me contou um dos dois intervenientes nessa acção, Viriato Rosa Torrão, de seu nome, corticeiro e militante comunista da velha guarda, residente na Telha, ele e um outro camarada (cujo nome não anotei) dirigiram-se, pela calada da noite, cada um em seu barco a remos, para a zona onde tal pano- cartaz foi por eles ali colocado.
E aí ficou, bem à vista de quem para Lisboa se dirigia nos barcos da manhã, até ser removido.

Jorge Fagundes

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção