Alburrica, uma vez mais!Por Jorge Fagundes
Reflexo da "crise", dirão alguns.
Embora, para o efeito, tipo desenrasca tão próprio dos portugueses, existam as velhas e renovadas salgadeiras, o certo é que, embora a Câmara não o desconheça, é gritante a falta de instalações sanitárias.

Por Jornal Rostos
Após, quanto se julga, aturados, demorados e complicados estudos, a Administração do Porto de Lisboa (APL) colocou na zona de Alburrica umas largas centenas (ou milhares) de metros cúbicos de areia.
A partir dos moinhos a praia ficou espaçosa e agradável.
Segundo, com exagero bairrista, me dizia um habitual frequentador do local, "parece a Figueira da Foz".
Aqui e além, outros frequentadores do tipo "velho do Restelo" afirmam, com ar de entendedor, que no próximo inverno, por obra dos barcos da carreira, toda a areia voltará ao leito do rio.
Por outro lado, a Câmara, em obra ainda não concluida, deu um novo ar aos moinhos, que foram rebocados a preceito e levaram telhados novos.
Continua, porém, a ser uma incógnita qual o destino que lhes vai ser dado no sentido do seu aproveitamento para além de modelos de fotógrafos e de pintores mais ou menos inspirados.
Todas as semanas, um veículo camarário adequado para essa missão, passa o novo areal "a pente fino", a fim de lhe retirar as cascas de ostras que, parecendo renascer dia após dia, continuam a ser encaminhadas para a praia.
A recolha do lixo depositado (quando o é) nos recipientes próprios é, também, regular.
Com as novas características da praia, esta passou a ter uma maior afluência de pessoas de todos os escalões etários, sendo previsível que o número de utilizadores venha a aumentar neste tão próximo mês de Agosto.
Reflexo da "crise", dirão alguns.
Embora, para o efeito, tipo desenrasca tão próprio dos portugueses, existam as velhas e renovadas salgadeiras, o certo é que, embora a Câmara não o desconheça, é gritante a falta de instalações sanitárias.
Falta essa que bem poderá ser suprida com o recurso a instalações provisórias, tais como as que, por exemplo, são usadas nas Festas do Barreiro e em várias obras de construção civil.
Esta questão, por mais de uma vez, tem sido posta a vários responsáveis camarários.
No entanto, a resposta tarda!
Jorge Fagundes













